Ibovespa fecha em leve queda, enquanto dólar sobe 1,3% e vai a R$ 5,174

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira, 18, em leve queda, praticamente estável, contrariando o desempenho positivo das bolsas americanas. O principal índice da B3 recuou 0,10%, aos 168.277 pontos, após oscilar entre a mínima de 167.910,63 pontos e a máxima de 169.542,37 pontos. O volume financeiro somou R$ 25,9 bilhões.
Os investidores seguiram repercutindo as decisões de política monetária anunciadas na véspera. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual e manteve em aberto a possibilidade de novos cortes. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) manteve os juros inalterados, mas reforçou preocupações com a inflação, sustentando a cautela dos mercados.
Apesar de ter operado em alta durante boa parte do pregão, a bolsa brasileira perdeu força ao longo da sessão e terminou próxima da estabilidade. O desempenho das blue chips foi misto.
A Vale (VALE3) avançou 0,20%, para R$ 79,94, mesmo com a queda de 1,13% do minério de ferro no mercado internacional. Já a Petrobras teve desempenho positivo, acompanhando a estabilidade dos preços do petróleo após o acordo preliminar de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. As ações preferenciais da companhia (PETR4) subiram 0,73%, para R$ 38,85, enquanto os papéis ordinários (PETR3) avançaram 0,14%, para R$ 43,13.
Entre os bancos, o desempenho foi sem direção única. O Santander Brasil (SANB11) caiu 1,33%, para R$ 26,72; o Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 0,76%, para R$ 40,49; e o Bradesco (BBDC4) perdeu 0,46%, para R$ 17,47. Na ponta positiva, o BTG Pactual (BPAC11) avançou 0,91%, para R$ 50,85, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,62%, para R$ 19,53.
Entre as maiores quedas do índice, a Braskem (BRKM5) despencou 10,27%, para R$ 7,51, após notícia de que a companhia enfrenta dificuldades para obter apoio à sua proposta de recuperação extrajudicial. A CSN (CSNA3) caiu 7,99%, para R$ 5,18, e a RD Saúde (RADL3) recuou 5,48%, para R$ 16,55.
Na ponta positiva, a WEG (WEGE3) liderou os ganhos do Ibovespa, com alta de 4,59%, para R$ 45,81. Em seguida vieram Copel (CPLE6), que avançou 3,36%, para R$ 14,78, e Suzano (SUZB3), com valorização de 3,20%, para R$ 43,58.
Dólar sobe mais de 1% após Fed e Copom
No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em forte alta de 1,32%, cotado a R$ 5,1752, após oscilar entre R$ 5,1281 e R$ 5,1902 ao longo da sessão.
A moeda americana acompanhou o fortalecimento global do dólar frente a outras divisas importantes, em meio à repercussão das decisões de política monetária dos principais bancos centrais. No Brasil, o mercado reagiu ao corte de 0,25 ponto percentual na Selic e à ausência de sinalização explícita de pausa no ciclo de afrouxamento monetário. Nos Estados Unidos, a manutenção dos juros pelo Fed continuou sustentando a atratividade dos ativos denominados em dólar.
Bolsas fecham em alta em NY com apoio das gigantes de tecnologia
As bolsas de Nova York encerraram a sessão em alta nesta quinta-feira, impulsionadas pela recuperação das ações de tecnologia e pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries, no dia seguinte à decisão de política monetária do Federal Reserve.
O Dow Jones avançou 0,14%, aos 51.564,70 pontos. O S&P 500 subiu 1,08%, para 7.500,58 pontos, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,91%, encerrando aos 26.517,93 pontos.
Entre os destaques positivos, a Intel avançou 10,64% após o presidente Donald Trump afirmar que a companhia fechou um acordo com a Apple, que subiu 0,70%. Também registraram fortes ganhos Sandisk (+11,54%), Super Micro Computer (+10,37%), Micron (+8,70%), Nvidia (+2,95%) e Arm (+4,91%).
Na ponta negativa, a IBM caiu 5,05%, enquanto JP Morgan recuou 2,47% e Chevron perdeu 2,22%.
