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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
13/07/2026
4 min

Ibovespa fecha em queda de 1,2% com geopolítica e dólar avança para R$ 5,13

Ibovespa fecha em queda de 1,2% com geopolítica e dólar avança para R$ 5,13

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira, 13, em queda de 1,20%, aos 175.739 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.567,05 e a máxima de 178.153,90 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 19,2 bilhões.

O mercado acionário brasileiro refletiu a piora do apetite por risco no exterior, em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que voltou a colocar o petróleo e os riscos geopolíticos no centro das atenções dos investidores. No cenário doméstico, a revisão para baixo das projeções de inflação no Boletim Focus não foi suficiente para reverter o movimento de realização.

O dólar comercial também encerrou o dia em alta, avançando 0,45%, cotado a R$ 5,132, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior e o aumento da aversão ao risco nos mercados globais.

Entre as ações de maior peso do índice, a Vale (VALE3) caiu 1,79%. Na contramão, a Petrobras registrou forte valorização, impulsionada pela disparada do petróleo, com alta de 3,44% nas ações ordinárias (PETR3) e de 2,55% nas preferenciais (PETR4).

O setor bancário também pressionou o índice, com os principais bancos encerrando o pregão no vermelho. Entre eles, as units do BTG Pactual (BPAC11) lideraram as perdas, com recuo de 2,06%.

Ao todo, 61 dos 78 papéis que compõem o Ibovespa fecharam em queda. Entre as poucas altas do dia, destaque para Braskem (BRKM5), que avançou 4,68%, e CSN Mineração (CMIN3), com ganho de 4,40%, além de Petrobras e Prio. No lado negativo, a maior baixa ficou com a Auren (AURE3), que recuou 5,45%.

O economista, professor universitário e conselheiro da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil), Ricardo Coimbra, avalia que os dados recentes de inflação no Brasil vieram abaixo das expectativas do mercado, o que pode abrir espaço para uma redução da taxa Selic nas próximas reuniões do Copom.

Segundo Coimbra, os investidores também acompanham os fluxos de entrada de dólares no país, enquanto permanecem atentos ao cenário internacional, especialmente ao conflito no Oriente Médio e aos próximos indicadores de inflação dos Estados Unidos.

O principal indicador doméstico desta segunda-feira foi o Boletim Focus. Os analistas consultados pelo Banco Central reduziram a projeção para o IPCA de 2026, de 5,30% para 5,16%. As estimativas para a Selic permaneceram em 14%, enquanto a expectativa para o dólar foi mantida em R$ 5,20. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) seguiu em 1,99% para o próximo ano.

Petróleo dispara quase 10% com tensão no Oriente Médio

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira diante da escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e de medidas que elevaram as preocupações sobre o abastecimento global da commodity.

Os contratos ganharam força após o anúncio de que a Marinha dos Estados Unidos iniciará, nesta terça-feira, 14, o bloqueio dos portos e da faixa costeira iraniana, incluindo terminais de exportação de petróleo.

Além disso, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA atuarão como "guardiões" do Estreito de Ormuz e defendeu que o país seja remunerado em 20% sobre toda a carga transportada pela região, alegando custos para garantir a segurança da rota. O governo iraniano, por sua vez, reafirmou o direito de controlar o estreito.

A redução do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz reacendeu temores de pressão inflacionária global. Segundo a Bloomberg, os mercados passaram a atribuir cerca de 50% de probabilidade de uma alta de juros pelo Federal Reserve ainda em julho, após o dirigente Christopher Waller afirmar que o banco central poderá precisar elevar as taxas caso a inflação continue resistente.

No fechamento, o Brent para setembro avançou 9,59%, para US$ 83,30 por barril, enquanto o WTI para agosto subiu 9,42%, encerrando a US$ 78,14 por barril.

Wall Street fecha em baixa com pressão sobre tecnologia e discurso do Fed

As bolsas de Nova York encerraram a sessão em queda, em um ambiente marcado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, pela disparada do petróleo e pelo avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, fatores que aumentaram a cautela dos investidores.

No fechamento, o Dow Jones recuou 0,26%, aos 52.498,64 pontos. O S&P 500 caiu 0,79%, para 7.515,44 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 1,55%, encerrando aos 25.873,176 pontos.

Antes do início da temporada de balanços corporativos, o índice de tecnologia terminou o pregão com queda de 2,07%, acompanhando o movimento de realização observado também nas bolsas asiáticas. Também pesaram sobre os mercados as declarações do diretor do Fed, Christopher Waller.

AutorClara Assunção
FonteExame
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