Ibovespa fecha estável e dólar cai para R$ 5,07 com petróleo acima de US$ 90

O Ibovespa fechou praticamente estável no pregão desta terça-feira, 21, com leve baixa de 0,03%, aos 173.325 pontos, após oscilar entre a mínima de 172.218,88 e a máxima de 173.719,50 pontos. O volume financeiro somou R$ 18,0 bilhões. Já o dólar à vista voltou a cair diante do real e encerrou em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,073, após oscilar entre R$ 5,0671 e R$ 5,086.
Entre as blue chips, a Vale (VALE3) avançou 0,61%, com os investidores na expectativa pela divulgação do relatório de produção e vendas do segundo trimestre, publicado após o fechamento do mercado.
A Petrobras acompanhou a alta do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias (PETR3) subiram 1,43%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançaram 1,24%.
Entre os grandes bancos, o desempenho foi majoritariamente positivo. Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) encerraram o pregão em alta, enquanto as units do BTG Pactual (BPAC11) destoaram do setor ao recuar 0,84%.
Na ponta positiva do índice, a Marfrig (MBRF3) liderou os ganhos, com alta de 4,06%. Já entre as maiores perdas, a Hypera (HYPE3) caiu 5,51% e terminou como a principal baixa do dia.
Segundo Juliana Benvenuto, coordenadora de alocação e inteligência da Avenue, o mercado internacional voltou a favorecer os ativos de tecnologia, especialmente o segmento de semicondutores, após as fortes correções registradas nas últimas semanas.
"O setor de semicondutores voltou a subir com força. A Intel disparou após anunciar novos cortes de vagas na área de data center, impulsionando o Nasdaq, enquanto S&P 500 e Dow Jones também avançaram. Ao mesmo tempo, o mercado ficou mais seletivo dentro do setor de tecnologia, após o Morgan Stanley rebaixar Adobe e Salesforce por receios de que a inteligência artificial pressione o crescimento das empresas de software", afirma.
A especialista destaca que o foco dos investidores começa a migrar paraa temporada de balanços das gigantes de tecnologia. "Depois da bolsa americana renovar máximas, o mercado passou a exigir não apenas bons resultados, mas também perspectivas robustas de crescimento para justificar as avaliações elevadas das empresas."
No mercado doméstico, Benvenuto observa que a valorização de Vale e Petrobras ajudou a sustentar o Ibovespa. "O mercado local acompanhou a melhora do humor externo e ficou atento ao relatório de produção da Vale, além da troca na presidência do conselho da mineradora".
Petróleo sobe e Brent ultrapassa US$ 90 o barril
Os contratos futuros do petróleo encerraram a terceira sessão consecutiva de alta, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. O Brent para setembro fechou em alta de 2,01%, a US$ 91,01 por barril, na ICE, enquanto o WTI para agosto avançou 2,02%, a US$ 84,91 por barril, na Nymex.
O mercado segue monitorando o conflito entre Estados Unidos e Irã, que completou dez dias consecutivos de ataques. O Estreito de Ormuz permanece fechado, enquanto rebeldes Houthis, aliados do Irã, anunciaram bloqueio ao tráfego marítimo ligado à Arábia Saudita no Mar Vermelho. Dois navios-tanque carregados de petróleo chegaram a alterar suas rotas em meio ao aumento dos riscos na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou negociações imediatas com Teerã e prometeu responder às ameaças dos Houthis, embora sem detalhar quais medidas pretende adotar. Já o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o país não abandonará a diplomacia, mas reiterou que não negociará enquanto continuar sendo alvo de ataques.
Nova York fecha em alta com recuperação das empresas de chips
As bolsas americanas encerraram o pregão em alta, impulsionadas principalmente pela recuperação das empresas de semicondutores e pela expectativa em torno da temporada de balanços das gigantes de tecnologia.
O Dow Jones avançou 0,74%, aos 52.224,64 pontos. O S&P 500 subiu 0,89%, para 7.509,20 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 1,29%, encerrando aos 25.837,21 pontos.
Os investidores agora aguardam os resultados de Tesla e Alphabet, que serão divulgados nesta quarta-feira, abrindo a temporada de balanços das chamadas "Big Techs". Na próxima semana, será a vez de Microsoft, Meta, Apple e Amazon apresentarem seus números, que devem servir como novo teste para as elevadas expectativas do mercado em relação ao setor de inteligência artificial.
