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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
29/06/2026
3 min

Ibovespa fecha no zero a zero em dia de 2 a 1 do Brasil; dólar fica em R$ 5,17

Ibovespa fecha no zero a zero em dia de 2 a 1 do Brasil; dólar fica em R$ 5,17

O Ibovespa encerrou praticamente estável nesta segunda-feira, 29, em uma sessão de liquidez reduzida por conta dojogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. O principal índice da B3 fechou com leve queda de 0,05%, aos 173.205,35 pontos, após oscilar entre perdas e ganhos ao longo do dia. O volume financeiro somou R$ 13,9 bilhões, cerca de metade do giro registrado em um pregão típico.

No mercado de câmbio, o dólar à vista terminou o dia em leve alta de 0,15%, cotado a R$ 5,175, em uma sessão marcada por variações contidas dos ativos domésticos.

Os investidores acompanharam os desdobramentos das tensões entre Estados Unidos e Irã. Apesar do anúncio de suspensão dos ataques entre os dois países, autoridades iranianas afirmaram que não há negociações previstas com os EUA nesta semana, contrariando declarações do presidente americano, Donald Trump.

Entre as ações de maior peso do índice, a Petrobras fechou em alta, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. As ações preferenciais (PETR4) avançaram 0,21%, enquanto as ordinárias (PETR3) subiram 0,14%.

Já a Vale (VALE3) encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,03%, mesmo diante da alta de 0,67% do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China.

Quem caiu e quem subiu

Os bancos tiveram desempenho misto. As units do Santander (SANB11) lideraram os ganhos do setor, com alta de 1,78%. As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) avançaram 1,40%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,40%. Em contrapartida, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,39% e as units do BTG Pactual (BPAC11) caíram 0,27%.

Entre os destaques do índice, a Braskem (BRKM5) liderou os ganhos do dia, com alta de 5,76%, apesar do rebaixamento de sua nota de crédito pela Fitch, de "CC" para "C", após a companhia obter tutela cautelar para se proteger de credores.

A agência destacou o elevado risco de refinanciamento e a deterioração da liquidez da petroquímica. Na sequência apareceram Magazine Luiza (MGLU3), com avanço de 4,50%, e Natura (NATU3), que subiu 4,01%.

Na ponta negativa, Azzas (AZZA3) liderou as perdas, com queda de 3,21%, seguida por Vivara (VIVA3), que recuou 2,29%, e CSN Mineração (CMIN3), com baixa de 2,12%.

No Brasil, o principal destaque da agenda foi a queda de 0,50% do IGP-M em junho, após alta de 0,84% em maio. O resultado foi influenciado pelo recuo dos preços no atacado, refletindo a acomodação das cotações de commodities minerais e energéticas após o pico provocado pela guerra entre Israel e Irã.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,97%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de 0,61% para 0,47%, favorecido pela queda dos preços de combustíveis e alimentos, como café e açúcar.

O mercado também repercutiu o Boletim Focus. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 permaneceu em 5,33%, interrompendo uma sequência de 15 semanas de alta. Já a expectativa para a taxa Selic no próximo ano foi mantida em 14%.

AutorClara Assunção
FonteExame
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