Ibovespa futuro avança aos 175 mil pontos com trégua no Oriente Médio; dólar cai a R$ 5,07

O Ibovespa futuro (WINQ26) subiu 0,57%, aos 175.710 pontos após a abertura, às 9h (horário de Brasília), com o otimismo de uma trégua no Oriente Médio, ajudando na moderação dos preços do petróleo e no apetite a risco.
Já o dólar à vista abriu em queda ante o real, em linha com o desempenho da moeda no exterior, a R$ 5,0784 (-0,05%). O DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,12%, aos 101.352 pontos.
Por aqui, os investidores acompanham o quarto recuo consecutivo da projeção para inflação de 2026 pelos economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus.
Para 2026, as projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuaram de 5,15% para 5,12%. Para 2027, porém, a estimativa subiu de 4,20% para 4,22%. Já para 2028, a mediana avançou de 3,78% para 3,80%.
Já a taxa básica de juros, a Selicse manteve em 14% para 2026. As estimativas para o câmbio (R$ 5,20) e Produto Interno Bruto (PIB), de 1,99%, para este ano também foram mantidas.
A nova pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 44% em um eventual segundo turno. Lula manteve o mesmo porcentual e o senador recuou um ponto porcentual, dos 43% obtidos no último levantamento, divulgado em 13 de julho.
Com os 4 pontos de diferença, ambos seguem empatados tecnicamente, no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 9% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
Durante o período do levantamento, entre sexta-feira (24) e este domingo (26), o PL realizou a convenção nacional que definiu Flávio Bolsonaro como candidato a presidente.
A rejeição a Lula saiu de 46% para 48% do eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro permaneceu em 50%. O potencial de voto de Lula era de 52% e caiu para 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 47% para 46%.
Na avaliação do analista e sócio da Ajax Asset, Rafael Passos, o mercado brasileiro deve seguir a melhora do humor internacional com a trégua anunciada entre EUA e Irã e impactos positivos nos ativos emergentes.
Internacional
No cenário externo, o foco do mercado está na trégua entre Estados Unidos e Irã, após duas semanas de troca de ataques, anunciado no fim de semana.
A mídia norte-americana, incluindo CNN, New York Times e Axios, informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu a campanha de ataques após ser aconselhado por importantes assessores militares e civis a não intensificar ainda mais a guerra que ele iniciou ao lado de Israel em fevereiro.
Os ataques dos EUA pararam na sexta-feira (24), enquanto o Irã anunciou a suspensão de novas ofensivas no domingo.
Apesar da aparente desescalada, o Irã afirmou nesta segunda-feira que mantém o controle do Estreito de Ormuz e que não pretende retomar as negociações de paz com os Estados Unidos.
Confira as cotações do petróleo, por volta das 9h14 (horário de Brasília):
- Brent para outubro de 2026: -5,31%, a US$ 86,81 o barril;
- WTI para setembro de 2026: -5,87%, a US$ 84,07 o barril.
*Com informações de Reuters
