Ibovespa futuro avança com corte na Selic e exterior positivo; dólar cai
O Ibovespa futuro (INDFUT) opera próximo da estabilidade com o cenário eleitoral e as tensões geopolíticas em foco. O índice iniciou o pregão em queda, mas ganhou fôlego e passou a subir 0,08%, aos 188.400 pontos nos primeiros minutos do pregão. Já o dólar à vista abriu a R$ 5,1367 (-0,05%), destoando do movimento do […]

O Ibovespa futuro (INDFUT) opera próximo da estabilidade com o cenário eleitoral e as tensões geopolíticas em foco. O índice iniciou o pregão em queda, mas ganhou fôlego e passou a subir 0,08%, aos 188.400 pontos nos primeiros minutos do pregão.
Já o dólar à vista abriu a R$ 5,1367 (-0,05%), destoando do movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava com avanço de 0,26% aos 100.507 pontos por volta de 9h (horário de Brasília).
“O avanço dos futuros americanos pode favorecer o Ibovespa, mas a queda do petróleo deve limitar ações ligadas à commodity. O real e a curva de juros mantêm a atenção dos investidores diante do fluxo cambial, dos leilões do Banco Central e do vencimento de opções sobre ações na B3”, destaca a equipe de analistas da Ágora Investimentos.
O que pode impactar o mercado hoje?
Uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos para a Presidência da República concentra as atenções dos investidores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) permanecem empatados tecnicamente no primeiro e no segundo turnos das eleições presidenciais, segundo pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17). No entanto o presidente manteve vantagem numérica sobre o senador nos dois turnos.
O fiscal também continua em foco. Também ontem, o governo anunciou, a 17 dias do 1º turno das eleições, o reajuste de 15% no programa, elevando o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 por família. Com isso, a média dos benefícios deve sair de R$ 691 para R$ 777.
Na avaliação de André Galhardo,economista-chefe da Análise Econômica, o anúncio foi uma “mensagem muito ruim do governo para o mercado”. “O governo não dá muita margem para o mercado interpretar de outra forma senão que a medida é puramente eleitoreira”, disse ele ao Money Times.
Petróleo a US$ 100
Os preços do petróleo ameaçam perder o nível de US$ 100, no terceiro dia de perdas consecutivas, à medida que os investidores avaliavam os impactos dos ataques na Arábia Saudita e dos houthis do Iêmen — apoiados pelo Irã — em contraposição a relatos de que barris adicionais de petróleo saudita poderiam chegar aos mercados globais e amenizar as preocupações com a oferta.
Nesta manhã, os preços do barril operam em queda. Confira, por volta de 9h (horário de Brasília):
- Brent para novembro: -1,40%, a US$ 103,35 o barril
- WTI para outubro: -0,46%, a US$ 101,44 o barril
