Ibovespa futuro cai com projeções do BC, cenário eleitoral e exterior; dólar sobe
O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta quinta-feira (24), acompanhando o exterior e pressionado pelos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, em meio à expectativa de juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo. Após a abertura, o INDFUT caía 0,45%, aos 185.945 pontos. Já o dólar à vista […]

O Ibovespa futuro (INDFUT) iniciou o pregão desta quinta-feira (24), acompanhando o exterior e pressionado pelos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, os Treasuries, em meio à expectativa de juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo. Após a abertura, o INDFUT caía 0,45%, aos 185.945 pontos.
Já o dólar à vista abriu a R$ 5,1871 (+0,37%), na esteira do movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, operava com ganho de 0,21%, aos 101.305 pontos por volta de 9h10 (horário de Brasília).
“O ambiente externo defensivo deve limitar o apetite por risco, com dólar e juros globais no radar, enquanto a valorização do petróleo pode favorecer empresas ligadas à commodity“, destaca a equipe de analistas da Ágora Investimentos.
O que pode impactar o mercado hoje?
Por aqui, o mercado acompanha uma nova rodada de pesquisas de intenção de votos.
Mais cedo, a Pesquisado instituto Real Time Big Data apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) com 41% e o senador Flávio Bolsonaro(PL) com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Lula cresceu 3 pontos porcentuais, ante os 38% da pesquisa passada, divulgada em 1o de setembro, e Flávio Bolsonaro avançou 7 pontos sobre os 30%.
O cenário macroeconômico movimenta o mercado local. O Banco Central reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, mas passou a enxergar uma trajetória de inflação mais pressionada.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu de 2,0% para 1,8%. Para 2027, o BC espera desaceleração adicional, com avanço de 1,4%, segundo o Relatório de Política Monetária (RPM).
No cenário de referência, o BC projeta que a inflação recue para 4,4% no terceiro trimestre de 2026, mas volte a acelerar e alcance 5,2% no fim do ano.
No exterior, o encontro entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, concentram as atenções.
Em Wall Street, os índices futuros operam em queda. Por volta de 9h10 (horário de Brasília), o S&P futuro caía 0,57%, aos 7.728,50 pontos; o Dow futuro recuava 0,33%, aos 51.703,00 e o Nasdaq futuro tinha baixa de 1,05%, aos 30.443,25 pontos.
Petróleo volta a US$ 100
Os preços do petróleo estendem os ganhos da véspera com pessimismo nas negociações entre EUA e Irã.
Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o mandatário dos EUA, Donald Trump, de ter uma “mentalidade de intimidação” e disse que o Irã não se renderá na guerra.
“As declarações feitas ontem pelo presidente dos EUA são um sinal de uma mentalidade de intimidação. O povo iraniano não se curvará à pressão. […] Aqueles que são terroristas e treinam terroristas nos chamam de terroristas”, disse ele, referindo-se à descrição feita por Trump do Irã como o principal patrocinador do terrorismo no mundo.
Nesta manhã, os preços do barril operam em alta. Confira, por volta de 9h10 (horário de Brasília):
- Brent para novembro: +1,84%, a US$ 104,96 o barril
- WTI para novembro: +1,71%, a US$ 93,78 o barril
