Ibovespa futuro sobe com ‘trade Flávio’ e IPCA acima do esperado no radar; dólar cai
O Ibovespa futuro (INDFUT) opera em alta na manhã desta sexta-feira (9) com mercado dividindo atenções entre o cenário eleitoral e dados de inflação. Após a abertura, o INDFUT registrava alta de 0,30%, aos 207.805 pontos. Já o dólar à vista abriu a R$ 5,0041 (-0,40%), em sintonia com o movimento do DXY. O índice, […]

O Ibovespa futuro (INDFUT) opera em alta na manhã desta sexta-feira (9) com mercado dividindo atenções entre o cenário eleitoral e dados de inflação. Após a abertura, o INDFUT registrava alta de 0,30%, aos 207.805 pontos.
Já o dólar à vista abriu a R$ 5,0041 (-0,40%), em sintonia com o movimento do DXY. O índice, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, opera estável, aos 102.147 pontos.
“O cenário externo mais favorável pode contribuir para a continuidade do fluxo para ativos de risco, enquanto pesquisas eleitorais e a divulgação do IPCA mantêm a atenção dos investidores”, afirmam os analistas da Ágora Investimentos.
O que pode impactar o mercado hoje?
Os investidores locais acompanham as primeiras pesquisas de intenção de votos da corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ontem (8), no início da noite, Flávioapareceu na liderança, com 49%, contra 45% do presidente Lula, na primeira pesquisa do Instituto Datafolha para o segundo turno das eleições presidenciais. O cenário é de empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais.
- CONFIRA OS NÚMEROS: Pesquisa Datafolha: Flávio Bolsonaro tem 49% e Lula, 45%, no segundo turno
Já a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta manhã, também mostrou o senador na liderança, com 51,1%, contra 45,7% de Lula.
O mercado ainda divide as atenções com novos dados de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro, acima da expectativa do mercado e após um recuo de 0,32% no mês anterior.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,58% — acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Exterior
No exterior, os preços do petróleo recuam e aliviam as preocupações sobre novos choques inflacionários.
Ontem, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o país não atacará o Irã antes das eleições de meio mandato do próximo mês. Segundo ele, Washington estava tendo “discussões produtivas” com Teerã.
A agência de notícias iraniana Tasnim também informou que Teerã está analisando a resposta dos EUA à sua proposta de reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias, citando declarações do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi.
Nesta manhã, os preços do petróleo recuam mais de 1%. O contrato mais líquido do Brent, para dezembro, caía 1,63%, a US$ 102,58 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, por volta de 9h10 (horário de Brasília).
No mercado de títulos, os rendimentos dos títulos soberanos dos Estados Unidos seguem em alta, com os yields de longo prazo ainda acima de 5%.
Em Wall Street, os índices futuros avançam: S&P 500 subia 0,45%, aos 7.851,50 pontos; Dow futuro avançava 0,20%, aos 51.594,00 pontos e o Nasdaq futuro tinha ganho de 0,88%, aos 31.241,25 pontos por volta de 9h10.
