Ibovespa ganha força com apetite por risco global e balanços no radar
Ibovespa avança, mas mercado monitora petróleo e agenda econômica nesta terça-feira, 4

O Ibovespa opera em alta de 0,70%, a 179,2 mil pontos, no início do pregão desta terça-feira, 4, após chegar a avançar mais de 1% nos primeiros minutos de negociação. Ao acompanhar o desempenho positivo das bolsas internacionais, o movimento reflete o alívio na guerra no Oriente Médio, além do impulso vindo da temporada de balanços no exterior e no Brasil. Além disso, investidores avaliam novos dados de atividade econômica e inflação.
O dólar comercial operava em leve alta de 0,15%, cotado a R$ 5,0945, às 10h40 (horário de Brasília)
Entre as ações de maior peso, a Vale (VALE3) liderava os ganhos, com alta de 2,47%. Na ponta negativa, a Petrobras recuava após a forte queda do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias (PETR3) caíam 1,09%, enquanto as preferenciais (PETR4) cediam 1,35%.
Já o setor financeiro ajudava a sustentar o índice. Itaú Unibanco (ITUB4) avançava 0,35%, Bradesco subia 0,30% na ação preferencial (BBDC4) e 0,40% na ordinária (BBDC3). Banco do Brasil (BBAS3) ganhava 0,89%, enquanto BTG Pactual (BPAC11), do mesmo grupo controlador da EXAME, avançava 1,70%.
Entre as maiores altas do pregão, CSN (CSNA3) disparava 3,99%, seguida por Braskem (BRKM5), com alta de 2,85%, e CSN Mineração (CMIN3), que subia 2,62%. No lado oposto, Marcopolo (POMO4) liderava as perdas, com queda de 6,89%. Brava Energia (BRAV3) recuava 6,09%, enquanto Prio (PRIO3) registrava baixa 0,79%.
No cenário doméstico, os investidores repercutem a divulgação da Produção Industrial de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que caiu 1,8% na comparação com maio, marcando o segundo resultado negativo consecutivo no ano. Na comparação anual, porém, a indústria cresceu 1,7%. No acumulado de 2026, a alta é de 1,5%, enquanto em 12 meses o avanço chega a 0,7%.
Na agenda de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou deflação de 0,03% em julho, após alta de 0,18% em junho. Mais tarde, o Tesouro Nacional realiza nesta terça-feira leilões de NTN-B e LFT, e a temporada de balanços ganha força, com resultados de empresas como Itaú, Prio, Gerdau, Raia Drogasil, Iguatemi e C&A.
Petróleo cai com expectativa de acordo entre EUA e Irã
Os preços do petróleo recuam com força no mercado internacional após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do West Texas Intermediate (WTI) caía 3,45%, a US$ 77,57, enquanto o Brent recuava 2,65%, cotado a US$ 81,55.
O movimento ocorre após o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmar em entrevista que as negociações com o Irã avançam para uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia.
O mercado também aguarda a divulgação dos estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos pelo American Petroleum Institute (API).
Bolsas dos EUA avançam com balanços e apetite por risco
Em Wall Street, os principais índices operam em alta, impulsionados pelo alívio geopolítico e pelos resultados corporativos. O Dow Jones subia 1,46%, enquanto o S&P 500 avançava 0,51% e o Nasdaq ganhava 0,83%.
As ações de tecnologia lideravam os ganhos, com destaque para a Palantir, que disparava cerca de 15% após divulgar resultados acima das expectativas do mercado. McDonald's e Caterpillar também operavam em alta após apresentarem seus balanços trimestrais.
Investidores acompanham ainda a divulgação do relatório Jolts, que mede a abertura de vagas de trabalho nos Estados Unidos, e aguardam a primeira divulgação de resultados da SpaceX como companhia aberta.
Bolsas da Europa avançam com alta de commodities
As bolsas europeias operavam em alta generalizada, acompanhando o movimento positivo dos mercados globais. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,72%, impulsionado pelo setor de recursos básicos, que subia quase 2%.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, ganhava 0,69%, o CAC 40, de Paris, avançava 0,30%, e o FTSE MIB, de Milão, subia 1,28%. Em Londres, o FTSE 100 registrava alta de 0,31%.
No cenário corporativo, o HSBC divulgou lucro antes de impostos de US$ 10,1 bilhões no segundo trimestre, acima das expectativas dos analistas.
Bolsas da Ásia fecham em alta acompanhando otimismo
Os mercados asiáticos encerraram o pregão desta terça-feira no campo positivo, acompanhando o clima de maior apetite por risco. Na Coreia do Sul, o Kospi liderou os ganhos da região, com alta de 1,62%, enquanto o índice de empresas menores Kosdaq avançou 5,8%.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em alta de 1,4%. Na China continental, o CSI 300 subiu mais de 1%. No Japão, o Nikkei 225 encerrou com valorização de 0,32%.
