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InvestMercadosACS
30/09/2026
5 min

Ibovespa ganha força com bancos, Petrobras e eleições; dólar recua para R$ 5,18

Dólar recua para R$ 5,18 após dado de inflação americana vir abaixo do esperado pelo mercado

Ibovespa ganha força com bancos, Petrobras e eleições; dólar recua para R$ 5,18

O Ibovespa opera em alta nesta quarta-feira, 30 de setembro, apoiado principalmente pelos bancos e pelas ações da Petrobras, enquanto investidores repercutem dados de inflação e atividade dos Estados Unidos e novos números fiscais no Brasil. Por volta das 10h42 (horário de Brasília), o principal índice da B3 avançava 0,57%, aos 184.879 pontos.

O dólar comercial acompanha a melhora do apetite por risco e recua 0,57%, cotado a R$ 5,1870.

Petrobras opera no campo positivo, com avanço de 0,48% em PETR3 e de 0,47% em PETR4. Prio (PRIO3) ganha 0,91% e Brava Energia (BRAV3) sobe 1,10%. Vale (VALE3), outro peso relevante do Ibovespa, avança 0,24%.

Na B3, o setor financeiro ajuda a sustentar o avanço do índice. Itaú (ITUB4) sobe 1,96%, Banco do Brasil (BBAS3) avança 1,54%, Bradesco ganha 1,53% (BBDC3) e 1,41% (BBDC4), enquanto Itaúsa (ITSA4) tem alta de 1,41%. BTG Pactual (BPAC11) sobe 0,91%.

Entre os maiores ganhos da sessão, CSN (CSNA3) sobe 3,70%, Magazine Luiza (MGLU3) avança 2,56% e C&A (CEAB3) ganha 2,21%. Na ponta negativa, Tenda (TEND3) cai 2,82%, Totvs (TOTS3) recua 2,71% e Direcional (DIRR3) perde 2,26%.

Segundo Gustavo Assis, CEO da Asset, o desempenho da Bolsa ao longo do mês refletiu uma combinação de fatores internos e externos. "O Ibovespa encerra setembro com alta acumulada de 2,28%, em um mês marcado por uma mudança gradual na percepção dos investidores sobre os ativos brasileiros."

"O índice foi sustentado principalmente pela expectativa de continuidade do ciclo de redução dos juros, pela melhora do ambiente externo na reta final do mês e pelo aumento do fluxo para mercados emergentes", acrescentou.

Assis destaca que o cenário eleitoral também passou a ganhar mais espaço na precificação dos ativos. "A Bolsa também passou a incorporar no preço uma disputa eleitoral mais acirrada, com o mercado acompanhando de perto as pesquisas e os possíveis impactos sobre a condução econômica dos próximos anos."

O movimento ocorre após o Índice de Preços de Gastos com Consumo (PCE, na sigla em inglês), principal referência de inflação acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), subir menos do que o esperado em agosto. O indicador avançou 0,3% no mês, ante expectativa de 0,4%, e acumulou alta de 3,4% em 12 meses.

Wall Street sobe após inflação mais branda

As bolsas americanas operam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, após os dados de inflação dos Estados Unidos aliviarem parte das preocupações com a trajetória dos juros.

Por volta das 10h48, o Nasdaq subia 0,53%, enquanto o S&P 500 avançava 0,30%. O Nasdaq 100 ganhava 0,42%. O Dow Jones destoava e operava próximo da estabilidade, com leve queda de 0,01%.

O PCE de agosto concentrou as atenções do mercado por ser uma das principais referências utilizadas pelo Fed em suas decisões de política monetária. A inflação abaixo do esperado ajudou principalmente as ações de tecnologia, mais sensíveis às expectativas para os juros.

Ainda nesta quarta-feira, investidores acompanham outros indicadores da economia americana e aguardam discursos de dirigentes do Fed. Thomas Barkin, presidente do Fed de Richmond, fala às 14h30, enquanto Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, tem discurso previsto para as 18h10.

Petróleo sobe mais de 2% com Oriente Médio no radar

Os preços do petróleo avançam nesta quarta-feira, na contramão do movimento observado na sessão anterior, enquanto investidores acompanham as negociações envolvendo Estados Unidos e Irã e os riscos para a oferta da commodity no Oriente Médio.

O West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subia 2,29%, negociado a US$ 91,43 por barril. O Brent avançava 0,97%, a US$ 103,58.

O mercado continua atento aos esforços diplomáticos para reduzir as tensões na região, mas as incertezas sobre um eventual acordo e os riscos para a infraestrutura e os fluxos de energia mantêm um prêmio elevado nos preços.

A commodity também pode reagir aos dados de estoques americanos. O Departamento de Energia dos Estados Unidos divulga nesta quarta-feira os números referentes à semana encerrada em 25 de setembro.

Bolsas da Europa operam em alta com inflação no radar

Na Europa, as principais bolsas operam majoritariamente em alta, enquanto investidores avaliam novos números de inflação da região e os efeitos dos juros globais elevados.

O Stoxx 600 recuava 0,28%, aos 636,28 pontos. Em Frankfurt, o DAX caía 0,57%, aos 25.253,73 pontos, enquanto o FTSE 100, de Londres, perdia 0,20%, aos 10.615,51 pontos. Em Paris, o CAC 40 tinha queda de 0,80%, aos 7.971,56 pontos. O FTSE MIB, de Milão, recuava 0,76%, aos 51.411,47 pontos.

A agenda desta quarta-feira inclui leituras de inflação de algumas das maiores economias da zona do euro, dados que ajudam a calibrar as expectativas para os próximos movimentos do Banco Central Europeu (BCE).

Os investidores também acompanham os mercados americanos após a divulgação do PCE e a evolução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Nikkei salta quase 2%; bolsas da Ásia fecham em alta

As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão no campo positivo, com destaque para o forte avanço do mercado japonês. O Nikkei 225, do Japão, saltou 1,94%, aos 66.753,72 pontos. Na Austrália, o S&P/ASX 200 avançou 0,92%, aos 8.789,30 pontos.

Na China, o índice de Xangai subiu 0,31%, aos 3.842,20 pontos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, ganhou 0,37%, aos 24.613,27 pontos. Na contramão, o Nifty 50, da Índia, recuava 0,42%, aos 22.620,45 pontos.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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