Ibovespa ganha impulso de ações da Petrobras com petróleo em disparada
Bolsa brasileira sobe após início negativo, enquanto mercados globais operam com cautela

O Ibovespa começou o dia operando em baixa antes de reverter para alta nesta quinta-feira, 20, diante do avanço dos preços do petróleo, que fazem as ações da Petrobras dispararem, e de indicadores nos mercados internacionais. Por volta das 10h45 (horário de Brasília), o principal índice acionário da B3 subia 0,28%, aos 168.298,04 pontos. O dólar comercial também avançava 0,32%, cotado a R$ 5,1923.
Entre as principais ações do índice, Petrobras se destaca positivamente, com PETR4 em alta de 2,27% e PETR3 avançando 2,37%. A Vale (VALE3) sobe 0,25%. No topo dos ganhos, Minerva (BEEF3) dispara 7%, seguida por MBRF (MBRF3), com alta de 5,08%, e Marcopolo (POMO4), que sobe 4,78%.
Na ponta negativa, Hapvida (HAPV3) lidera as perdas, com queda de 4,73%. Magazine Luiza (MGLU3) recua 3,21%, Metalúrgica Gerdau (GOAU4) perde 2,73% e Cury (CURY3) registra baixa de 2,07%.
O diretor de Câmbio da Ourominas, Elson Gusmão, vê que, nos próximos meses, o Ibovespa pode buscar novamente a faixa de 175 mil a 180 mil pontos se houver redução das tensões no Estreito de Ormuz, estabilização dos Treasuries nos Estados Unidos e retomada do fluxo estrangeiro no Brasil.
Nos EUA, os pedidos iniciais de seguro-desemprego recuaram de 212 mil para 206 mil na semana encerrada em 15 de agosto, considerando o número revisado da semana anterior. A média móvel de quatro semanas, porém, subiu para 204 mil pedidos, um aumento de 4.250.
Na Europa, os investidores acompanham a ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). No Japão, os destaques ficam com os dados de inflação e os índices preliminares de atividade.
Petróleo sobe com tensão entre EUA e Irã
Os preços do petróleo avançam diante do aumento das tensões entre EUA e Irã. O presidente americano Donald Trump afirmou que pretende impor ao país uma operação de "guerra econômica" e ameaçou aplicar consequências econômicas a países que ofereçam apoio financeiro ou comercial a Teerã.
O movimento ocorre após os Emirados Árabes Unidos anunciarem a suspensão de transações comerciais e financeiras com o Irã. O país afirmou ter sido alvo de dois mísseis balísticos lançados pelo território iraniano, acusação negada pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã.
O petróleo do tipo West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, sobe 2,52%, a US$ 87,99 por barril. O Brent, parâmetro global de preços, avança 2,18%, a US$ 93,62.
Bolsas dos EUA recuam com alta dos juros
Os índices americanos recuam após os rendimentos dos Treasuries voltarem a subir. O movimento ocorre depois de o Departamento do Tesouro anunciar que pretende ao menos dobrar as recompras de títulos de dívida de 10, 20 e 30 anos nos próximos meses.
O Dow Jones cai 0,8%, enquanto o S&P 500 recua 0,4% e o Nasdaq perde 0,5%.
O rendimento da Treasury de dez anos avançava mais de 5 pontos-base, para 4,704%. A taxa do título de 30 anos subia 6 pontos-base, a 5,254%.
A alta dos juros ocorre em um momento de maior pressão sobre o mercado de dívida americano, depois de o rendimento do título de 30 anos ter atingido nesta semana o maior nível em quase duas décadas.
Outro destaque negativo é o Walmart. As ações recuam mais de 6% após as vendas comparáveis nos EUA e as projeções de lucro para o terceiro trimestre ficarem abaixo das expectativas dos analistas.
Bolsas da Europa operam em baixa
As principais bolsas europeias operam majoritariamente em baixa, em um ambiente de cautela entre os investidores. O Stoxx 600 recua 0,32%, enquanto o DAX, de Frankfurt, cai 0,50%. O CAC 40, de Paris, perde 0,51%, e o FTSE 100, de Londres, recua 0,35%. Na contramão, o FTSE MIB, de Milão, avança 0,12%.
O setor de saúde lidera os ganhos, com alta de 0,3%. Já as ações de mineração recuam 0,9%, enquanto o segmento de viagens e lazer cai 0,6%.
Bolsas da Ásia fecham em alta
Os mercados asiáticos encerraram o pregão majoritariamente em alta, impulsionados pelo desempenho das ações de tecnologia. O Nikkei 225, do Japão, avançou 1,36%, aos 66.216,79 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 5,89%, aos 6.852,58 pontos.
Entre os destaques, Samsung e SK Hynix, empresas de maior peso no índice sul-coreano, avançaram 9,49% e quase 13%, respectivamente. No Japão, SoftBank e Rakuten ganharam mais de 3% cada.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,33%, aos 9.083,80 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançava 1,12% na última hora de negociação. Na China continental, o CSI 300 fechou em alta de 0,10%, aos 4.592,375 pontos.
