Ibovespa hoje: índice sobe aos 172 mil pontos puxado por Vale e bancos
Debate presidencial no Brasil, Boletim Focus e sanções econômicas dos EUA movimentam o mercado

O Ibovespa opera no primeiro pregão da semana em alta de 0,84%, aos 172,466 mil pontos, em meio à repercussão do primeiro debate presidencial das eleições de 2026.
O avanço também é marcado pela disparada de 40,87% das ações da Oncoclínicas, na véspera do julgamento pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de uma possível oferta pública de aquisição de ações (OPA), avaliada em cerca de R$ 6,5 bilhões. Por volta das 11h55 (horário de Brasília), o dólar comercial registrava leve alta de 0,09%, a R$ 5,1490.
No Brasil, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central manteve em 5,02% a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, em 2026. Já a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, recuou de 1,98% para 1,95%.
A projeção para a taxa básica de juros (Selic) ficou estável em 13,75% ao fim de 2026, enquanto a estimativa para o câmbio permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, o mercado revisou para cima as projeções de IPCA, de 4,22% para 4,25%, e de câmbio, de R$ 5,20 para R$ 5,30.
O mercado doméstico também repercute o primeiro debate presidencial, realizado pela Band no domingo, 23. O encontro teve as ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema, e contou com Ronaldo Caiado, Renan Santos e Augusto Cury. Investidores acompanham ainda a repercussão de uma entrevista de Lula à Record.
Nos Estados Unidos, o Índice de Atividade Nacional (CFNAI, em inglês) referente a julho, divulgado nesta manhã pelo Federal Reserve (Fed) de Chicago, caiu para 0,08 no mês, ante alta de 0,06 em junho, indicando perda de ritmo da economia, o que talvez possa reforçar expectativas de cortes de juros por lá.
Petróleo recua à espera de sanções dos EUA contra o Irã
Os preços do petróleo caem enquanto o mercado aguarda detalhes do que Washington classificou como sua campanha de sanções mais dura já aplicada contra o Irã, ao passo que Teerã minimizou a ameaça de pressão econômica intensificada.
O West Texas Intermediate (WTI, referência de preços americana) opera em queda de 2,31%, negociado a US$ 85,15 por barril, enquanto o Brent recua 0,52%, a US$ 91,24.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, deve anunciar ainda hoje um novo pacote de sanções contra o Irã. Em publicação na rede social X, ele afirmou que "ao amanhecer, começa um Dia D econômico, a maior ofensiva financeira jamais mobilizada contra um adversário."
O anúncio ocorre na sequência da ameaça feita pelo presidente Donald Trump na semana anterior de lançar contra o Irã a "a operação econômica mais devastadora já realizada contra qualquer país". Ele também alertou para penalidades financeiras a países que ajudarem Teerã a driblar as sanções.
Bolsas dos EUA
As bolsas americanas operam sem direção única nesta segunda-feira, 24. O Dow Jones sobe 0,27%, aos 53.422,72 pontos, enquanto o S&P 500 recua 0,26%, aos 7.654,16 pontos. O Nasdaq registra a maior queda, de 0,57%, aos 26.030,92 pontos.
Bolsas da Europa têm pregão misto
Os principais índices europeus operam sem direção única. O Stoxx 600 sobe 0,01%, aos 654,22 pontos, enquanto o FTSE 100, de Londres, avança 0,37%, e o FTSE MIB, de Milão, perde 0,24%. Em Frankfurt, o DAX recua 0,12%, e o CAC 40, de Paris, cai 0,26%.
Bolsas da Ásia fecham em queda
Os mercados asiáticos encerraram o pregão majoritariamente no campo negativo. O Nikkei 225, do Japão, fechou em baixa de 0,74%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, desabou 3,12%. O CSI 300, da China continental, recuou 1,21%. Na contramão, o S&P/ASX 200, da Austrália, avançou 0,49%.
O recente rebalanceamento do índice FTSE Russell deve gerar mais de US$ 15 bilhões em fluxos brutos nos dois sentidos na região Ásia-Pacífico e US$ 10 bilhões em mercados emergentes, segundo o Goldman Sachs.
A instituição projeta que China, Coreia do Sul, Taiwan e Índia devem registrar as maiores entradas líquidas na região Ásia-Pacífico, enquanto o Japão pode enfrentar a maior pressão vendedora.
Setores de hardware, semicondutores e bens de capital devem concentrar a maior parte das entradas passivas; já bancos e montadoras, as maiores saídas.
