Ibovespa ignora recorde em Wall Street e fecha em queda aos 175 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,06

O Ibovespa (IBOV) não pegou tração nos recordes de Wall Street, nem com os sinais de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio, e fechou em queda com novo tombo do petróleo.
Nesta quarta-feira (27), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,48%, aos 175.744,37 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0609, com alta de 0,67%.
Por aqui, o mercado dividiu as atenções entre o cenário eleitoral e novos dados de inflação.
Em destaque, a prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,62% em maio, acima das expectativas do mercado.
O dado acumulou alta de 4,64%. em 12 meses, acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 4,5%.
Na avaliação da analista Laís Costa, da Empiricus Research, “além do headline estar acima, a composição também foi pior do que o esperado. Não há razões para comemorarmos”.
Durante a participação no Giro do Mercado, a analista ressaltou que a comparação à meta perseguida pelo BC, o IPCA apresentado é um alerta para o mercado. “Se temos, de fato, uma meta que deve ser perseguida à risca, que é 3%, a situação é preocupante”, afirmou.
Altas e quedas do Ibovespa
Em dia de fluxo reduzido no mercado doméstico, as ações da Usiminas (USIM5) recuperou as perdas das duas sessões anterior e encerrou como a maior alta do Ibovespa. USIM5 fechou com avanço de 6,21% (R$ 10,26). As cotações são preliminares.
Com o avanço do setor de mineração e siderurgia, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, subiu 0,40% (R$ 83,40),em recuperação das perdas recentes e na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 0,32%, a 781,50 yuans (US$ 115,15) a tonelada.
O Goldman Sachs destacou que a administração da mineradora vê aumento do interesse dos investidores por ativos tangíveis e commodities, apesar da guerra no Oriente Médio adicionar cautela ao mercado. O banco reiterou a recomendação de compra para as ações da Vale.
Ainda entre os pesos-pesados, Petrobras(PETR4;PETR3) acompanhou a derrocada dos preços do petróleo, com o barril do Brent abaixo de US$ 100. PETR3 terminou o dia com baixa de 1,62% (R$ 48,10) e PETR4 registrou recuo de 1,45% (R$ 42,81) – figurando como a ação mais negociada da B3 com 55,5 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,77 bilhão.
A ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Cosan (CSAN3), com queda de 5,61% (R$ 4,04). Copasa (CSMG3) caiu 4,30% (R$ 50,97) e também figurou entre as maiores quedas do índice com mudanças na oferta de privatização da companhia, aumento incertezas dos investidores sobre a operação.
Exterior
Os índices de Wall Street encerraram a sessão em recordes em meio ao otimismo das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
Nas primeiras horas do pregão, o Dow Jones bateu os 50.830,41 pontos, em novo recorde nominal histórico.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,36%, aos 50.644,28 pontos – no maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +0,02%, aos 7.520,36 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,07%, aos 26.674,735 pontos – no maior nível nominal histórico.
Na Europa, os índices fecharam em tom misto com atenções concentradas no Oriente Médio. O índice pan-europeuStoxx 600 encerrou as negociações com ligeira alta de 0,03%, aos 628,18 pontos.
Na Ásia, os principais índices terminaram o dia também sem direção única. O índice de Nikkei, do Japão fechou próximo da estabilidade com leve alta de 0,01%, aos 64.999,41 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,06%, aos 25.328,23 pontos.
