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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
01/07/2026
3 min

Ibovespa inicia julho com leve queda, a 3ª seguida; dólar sobe quase 1%

Ibovespa inicia julho com leve queda, a 3ª seguida; dólar sobe quase 1%

O Ibovespa iniciou julho em queda e encerrou o pregão desta quarta-feira, 2, abaixo dos 172 mil pontos, registrando a terceira baixa consecutiva. O principal índice da B3 recuou 0,20%, aos 171.688 pontos, em um dia de liquidez reduzida, com giro financeiro de R$ 21,6 bilhões, refletindo a menor participação do capital estrangeiro nas negociações.

Os investidores permaneceram atentos ao cenário fiscal doméstico e ao ambiente político. Uma pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta, mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 48,8% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Entre as ações de maior peso do índice, os papéis da Petrobras fecharam sem direção única em meio à queda do petróleo e ao anúncio de redução dos preços do diesel e do querosene de aviação. As ordinárias (PETR3) caiu 0,53%, enquanto as preferenciais (PETR4) encerraram praticamente estáveis com ligeira queda de 0,03%.

Já a Vale (VALE3) teve leve alta de 0,10%, contrariando a queda de 1,68% do minério de ferro no mercado internacional.

No setor financeiro, os grandes bancos tiveram desempenho misto. Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,66% e Bradesco (BBDC4) fechou estável, no zero a zero, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,90%, Santander Brasil (SANB11) recuou 0,56% e BTG Pactual (BPAC11) fechou praticamente estável com leve queda de 0,02%.

Na ponta negativa do Ibovespa, Engie Brasil (EGIE3) liderou as perdas com queda de 5,80%, após a renúncia de um membro do conselho de administração. Em seguida vieram Magazine Luiza (MGLU3) com recuo de 5,13% e Azzas 2154 (AZZA3) com baixa de 4,59%. Entre as maiores altas do dia, destaque para Hapvida (HAPV3), que subiu 3,23%.

Dólar avança quase 1% e volta a superar R$ 5,21

O dólar comercial encerrou a sessão desta quarta-feira em forte alta, impulsionado por dados econômicos dos Estados Unidos, preocupações com o cenário fiscal brasileiro e repercussões da nova pesquisa eleitoral.

A moeda americana subiu 0,90% no mercado à vista e fechou cotada a R$ 5,209, após oscilar entre R$ 5,168 e R$ 5,217.

Além dos números fiscais divulgados pelo Banco Central, que mostraram deterioração das contas públicas e aumento do endividamento das famílias, investidores também reagiram à pesquisa AtlasIntel/Bloomberg e à notícia de que os Estados Unidos sancionaram cidadãos brasileiros e empresas por supostas ligações com o PCC.

Nova York fecha em queda

As bolsas americanas encerraram o pregão desta quarta-feira em baixa, em movimento de realização de lucros após as fortes altas acumuladas nos últimos dias. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,03%, aos 52.305,24 pontos. O S&P 500 recuou 0,22%, aos 7.483,23 pontos, e o Nasdaq Composite perdeu 0,66%, aos 26.040,03 pontos.

O foco dos investidores esteve nas declarações de Kevin Warsh, durante o Fórum de Sintra. Ele afirmou que os riscos para a inflação diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso do Federal Reserve com a meta de inflação de 2%.

Os mercados também repercutiram o relatório da ADP, que mostrou criação de 98 mil vagas no setor privado americano, abaixo das expectativas, enquanto o PMI industrial dos EUA apontou expansão pelo sexto mês consecutivo.

No campo corporativo, o destaque foi a Meta Platforms, cujas ações dispararam 8,81% após a Bloomberg noticiar que a empresa está desenvolvendo um negócio de computação em nuvem para comercializar capacidade excedente de inteligência artificial.

AutorClara Assunção
FonteExame
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