Ibovespa opera na estabilidade após tombo com eleição; dólar cai mais de 1%
Ibovespa recupera parte das perdas da véspera, enquanto dólar recua e juros mostram alívio hoje

O Ibovespa iniciou as negociações nesta terça-feira, 27, em alta, mas não sustentou o movimento e oscila entre leves perdas após a queda de 13,88% registrada na véspera, quando o mercado reagiu à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 10h32 (horário de Brasília), o principal índice da B3 avançava 0,44%, aos 177.377 pontos, mas, às 11h20, já recuava 0,27%, aos 176.132,55 pontos. O dólar comercial caía 1,39%, a R$ 5,328.
Na véspera, a moeda americana disparou 8,21%, para R$ 5,4027, na maior valorização diária desde 1999. A sessão de segunda-feira, 26, também foi marcada pelo acionamento do "circuit breaker" da B3 logo na abertura. O Ibovespa terminou o dia em queda de 13,88%, aos 176.608 pontos, maior perda desde 2020.
Entre as ações de maior peso, Vale (VALE3) perde 1,72% e Petrobras (PETR4) recua 1,71%, enquanto os bancos recuperam parte das perdas da véspera. Banco do Brasil (BBAS3) sobe 3,84%, Itaú (ITUB4) avança 1,53% e Bradesco ganha 0,94% nas ações preferenciais (BBDC4) e 1,40% nas ordinárias (BBDC3).
Hapvida (HAPV3) dispara 11,31%, Magazine Luiza (MGLU3) sobe 10%, Tenda (TEND3) avança 8,05%, Direcional (DIRR3) ganha 6,49% e Cury (CURY3), 5,69%. Na ponta negativa, Yduqs (YDUQ3) cai 2,21%, Minerva (BEEF3) cede 1,51% e Ultrapar (UGPA3), 1,48%.
No Brasil, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 1,54% em setembro, após alta de 0,34% em agosto, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o indicador acumula avanço de 4,34%.
Já a temporada de balanços segue forte, com Visa, Coca-Cola, HSBC, Boeing e S&P Global entre os destaques no exterior. No Brasil, a Hypera divulga seus resultados.
Mercado corrige excessos, mas incerteza é elevada, diz analista
O CEO da Asset, Gustavo Assis, vê que a reação dos ativos indica uma acomodação depois do movimento extremo observado no pregão anterior, mas ainda não permite concluir que o processo de ajuste terminou, mas, sim, refletem uma diminuição das liquidações mais agressivas.
"O alívio de hoje parece muito mais uma correção dos excessos de ontem do que uma recuperação efetiva da confiança", pontuou. Ele destaca que o Ibovespa recuperou apenas uma pequena parcela dos pontos perdidos, ao passo que o dólar permanece acima do nível observado antes da eleição.
"O mercado pode ter superado o momento de maior pânico, mas não necessariamente o de maior incerteza. A volatilidade deve continuar elevada, e o comportamento dos juros longos será um dos principais indicadores para avaliar se a recuperação da Bolsa tem sustentação", acrescentou.
Wall Street hoje sobe com tecnologia e balanços no radar
As bolsas de Nova York operam em alta na terça-feira. O Dow Jones avançava 0,03%, aos 52.375 pontos, enquanto o S&P 500 subia 0,34%. O Nasdaq ganhava 0,64%, e o Nasdaq 100 avançava 0,71%.
Os investidores acompanham uma semana carregada de resultados corporativos e aguardam a decisão de juros do Federal Reserve (Fed). A temporada de balanços de grandes empresas americanas permanece como um dos principais vetores para Wall Street.
Petróleo hoje cai mais de 1% com Oriente Médio no radar
Os preços do petróleo recuam hoje. O West Texas Intermediate (WTI), referência americana de preços, cai 0,85%, a US$ 100,90 por barril, enquanto o parâmetro global Brent perde 1,04%, a US$ 114,60.
As cotações continuam em patamares elevados após a forte volatilidade provocada pelas tensões no Oriente Médio, mas o mercado também acompanha sinais diplomáticos e seus possíveis efeitos sobre os riscos à oferta.
Bolsas da Europa hoje ficam perto da estabilidade
As bolsas europeias operam sem direção única. O Stoxx 600 sobe 0,05%, enquanto o DAX, de Frankfurt, avança 0,23%. O CAC 40, de Paris, e o FTSE MIB, de Milão, ganham 0,29%. Em Londres, o FTSE 100 cai 0,90%, destoando dos demais índices.
A temporada de balanços corporativos e as próximas decisões de política monetária seguem entre os principais temas acompanhados pelos investidores europeus.
Bolsas da Ásia hoje: Nikkei sobe 1,7%, mas China cai
Os mercados asiáticos fecharam sem direção única. No Japão, o Nikkei 225 avançou 1,73%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, ganhou 0,46%. Na China, o índice de Xangai caiu 1,33%, e o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,73%. Na Índia, o Nifty 50 ficou praticamente estável, com leve baixa de 0,02%.
