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InvestMercadosACS
08/06/2026
5 min

Ibovespa opera sem fôlego com previsão de Selic alta por mais tempo; dólar vai a R$ 5,16

Ibovespa opera sem fôlego com previsão de Selic alta por mais tempo; dólar vai a R$ 5,16

O Ibovespa opera sem direção definida nesta segunda-feira, 8. Por volta das 11h, o principal índice acionário da B3 registrava ligeira queda de 0,01% aos 168.999 pontos, praticamente estável. No mesmo horário, o dólar dólar comercial operava em leve alta de 0,20%, cotado a R$ 5,168. O pregão é influenciado pela nova edição do Boletim Focus, a alta do petróleo e a agenda econômica nos Estados Unidos.

Entre as principais ações do índice, a Petrobras avançava com a alta da commodity. As ações preferenciais da companhia (PETR4) subiam 0,90%, enquanto as ordinárias (PETR3) ganhavam 1,07%. Já a Vale (VALE3) recuava 0,94%. No setor financeiro, os papéis oscilam na estabilidade, alternando entre leves ganhos e perdas.

O Itaú Unibanco (ITUB4), de peso no índice, estava estável com ligeira alta de 0,05%, assim como as units do BTG (BPAC11), 0,04%, e Santander (SANB11), estável. Já o Bradesco (BBDC4) perdia 0,17% e o Banco do Brasil (BBAS3) avançava 0,16%.

Entre os destaques de alta do índice, Cyrela (CYRE3) avançava 2,82%, Braskem (BRKM5) ganhava 2,51% e Embraer (EMBJ3) subia 2,28%. Na ponta negativa, Minerva (BEEF3) recuava 2,45%, Cosan (CSAN3) caía 1,95% e MBRF (MBRF3) perdia 1,90%.

O estrategista-chefe da Krivo Capital, Marco Saravalle, avalia que o mercado ainda reflete a forte volatilidade da última semana, após o sell-off nos ativos globais. O movimento está ligado à percepção de uma economia estadunidense resiliente, com atividade e emprego ainda sólidos.

Segundo ele, esse cenário, somado às tensões no Oriente Médio, reforça a reprecificação das apostas sobre os juros nos Estados Unidos, com parte do mercado voltando a considerar a possibilidade de novas altas pelo Federal Reserve (Fed) ainda neste ano ou no início de 2026.

O Boletim Focus elevou as projeções para a taxa Selic, que determina os juros básicos da economia; para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação; e para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 no Brasil.

O mercado acompanha, ainda, a redução das projeções para o dólar em 2026, 2027 e 2029 apontada pelo Focus. Ainda no cenário doméstico, a agenda traz a divulgação da balança comercial semanal às 15 horas e a entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, às 11 horas.

Juros futuros voltam a subir

Os juros futuros inverteram o sinal e passaram a subir na manhã desta segunda-feira, depois de terem iniciado o pregão em queda.

Às 10h30, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 oscilava de 14,39%, do ajuste anterior, para 14,40%; a do DI de janeiro de 2028 tinha leve alta de 14,645% a 14,69%; a do DI de janeiro de 2029 passava de 14,74% para 14,785%; e a do DI de janeiro de 2031 avançava de 14,65% a 14,67%.

Petróleo avança ainda com incerteza sobre guerra no Irã

O petróleo operava em alta nesta manhã. Parâmetro no mercado internacional, o Brent avança 1,83%, a US$ 94,79 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência de preços nos EUA, subia 1,44%, a US$ 91,84.

Os valores altos seguem sustentados pelas incertezas geopolíticas, com ataques entre Irã e Israel.

Apesar da valorização, a commodity reduziu parte dos ganhos após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que Israel e Irã estariam "buscando um cessar-fogo imediato" e que as negociações finais para um acordo de paz seguem em andamento.

Bolsas dos EUA operam de olho nos próximos indicadores

Já as bolsas de Nova York avançam após a forte correção vista na sexta-feira, 5. O S&P 500 avançava 0,67%, enquanto o Nasdaq Composite subia 1,08%. Já o Dow Jones ganhava 113 pontos, alta de 0,22%.

O movimento é puxado principalmente pelas ações de semicondutores. A Micron Technology disparava mais de 9% no pregão, após ter caído 13% no último dia de negociação. Também registravam ganhos os papéis da Nvidia e da Broadcom, acompanhando a recuperação do setor.

Investidores aguardam a divulgação da pesquisa de expectativas de inflação dos consumidores estadunidenses pelo Fed de Nova York, às 11 horas.

Mercados europeus reagem aos dados econômicos da região

Já as bolsas europeias operam em baixa, acompanhando o movimento negativo observado na Ásia e a cautela em relação ao cenário geopolítico. Na Alemanha, as encomendas à indústria caíram 3,8% em abril na comparação com março, conforme dados divulgados pelo Destatis.

No Reino Unido, o foco dos investidores se volta para a divulgação das vendas do varejo de maio, prevista para a noite. Em abril, o indicador registrou queda de 3,4% na comparação anual, mantendo o setor no radar dos agentes financeiros em meio às discussões sobre o ritmo de consumo no país.

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,12%, enquanto o DAX, da Alemanha, caía 0,40% e o CAC 40, da França, perdia 0,29%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, avançava 0,03%, e o FTSE MIB, da Itália, subia 0,65%.

Bolsas asiáticas encerram sessão sem direção única

Os mercados asiáticos caíram. O Kospi, da Coreia do Sul, despencou mais de 8%, enquanto o Nikkei 225 caiu 3,85%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,37%, e o CSI 300, da China, perdeu mais de 2%. O desempenho refletiu a forte queda do setor de tecnologia em Wall Street na sexta-feira, e as preocupações com o Oriente Médio.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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