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InvestMercadosACS
24/09/2026
4 min

Ibovespa oscila com exterior negativo e dólar fica perto de R$ 5,17

Petrobras avança com petróleo perto de US$ 105, enquanto Vale e parte dos bancos limitam desempenho da bolsa brasileira em meio ao mau humor no exterior

Ibovespa oscila com exterior negativo e dólar fica perto de R$ 5,17

O Ibovespa opera sem direção nesta quinta-feira, 24, depois de começar o dia em queda, alternando entre leves perdas e ganhos, em uma sessão marcada pela alta dos rendimentos dos títulos públicos globais e pela retomada dos ganhos do petróleo. Por volta das 10h40 (horário de Brasília), o principal índice acionário da B3 registrava ligeira alta de 0,02%, aos 185.842,84 pontos, praticamente estável, assim como o dólar comercial, que tem leve alta de 0,01%, a R$ 5,169.

Entre os pesos-pesados do Ibovespa, Vale (VALE3) recua 0,43%, enquanto a Petrobras opera no campo positivo, favorecida pela nova alta do petróleo: as ações preferenciais (PETR4) avançam 0,73% e as ordinárias (PETR3) ganham 0,95%.

Entre os bancos, o desempenho é predominantemente negativo. O Bradesco cai 0,50% (BBDC4) e 0,94% (BBDC3), Banco do Brasil (BBAS3) perde 0,68% e BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) cede 0,14%, enquanto apenas o Itaú (ITUB4) e o Santander (SANB11) registram alta de 0,40% e 0,51%, respectivamente.

Entre as maiores altas do índice, o Grupo Vamos (VAMO3) avança 1,85%, seguido por Tim (TIMS3), Tenda (TEND3) e Caixa Seguridade (CXSE3) que sobem mais de 1%. Na ponta negativa, WEG (WEGE3) perde 1,49%; Cogna (COGN3) recua 1,74% e Embraer (EMBJ3) e Suzano (SUZB3) também estão entre as maiores perdas do dia.

Petróleo sobe cerca de 2% com guerra no Irã

Os preços do petróleo ampliam os ganhos diante dos poucos sinais de avanço nas negociações para uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio. O West Texas Intermediate (WTI, referência americana de preços) sobe 1,66%, a US$ 93,69 por barril, enquanto o parâmetro global Brent avança 1,98%, a US$ 105,12.

As tensões entre EUA e Irã continuam no radar após declarações do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral das Nações Unidas. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a resistência da demanda asiática, com as importações de petróleo da região caminhando para o maior nível desde o início da guerra.

Wall Street cai com pressão sobre tecnologia

As bolsas de Nova York operam em queda, pressionadas pela continuidade da alta dos rendimentos dos Treasuries e pelas expectativas de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve (Fed). O Dow Jones recuava 0,27%, enquanto o S&P 500 caía 0,50%. O Nasdaq perdia 0,78% e o Nasdaq 100 recuava 0,84%.

O setor de tecnologia amplia a pressão sobre os índices, com as ações da Oracle caindo mais de 5%. Ao mesmo tempo, a alta do petróleo mantém as preocupações com a inflação no radar e contribui para a cautela dos investidores.

Além disso, o comportamento dos juros americanos segue como um dos principais fatores para os mercados hoje. O estrategista global da Avenue, Fernando Saad Benati, destaca que a pressão não ficou limitada aos Estados Unidos e atingiu títulos de longo prazo em outras grandes economias.

"Esse não foi um movimento restrito aos Estados Unidos. Houve uma alta global dos juros de longo prazo. O sell-off dos títulos de 30 anos também foi bastante evidente na Europa e no Japão, onde algumas taxas alcançaram níveis que não eram vistos desde 1996", pontuou.

O movimento reflete uma mudança nas expectativas para a política monetária americana diante de sinais de atividade econômica resiliente e novas pressões inflacionárias. "O motivo é que o mercado está apostando cada vez mais que o ciclo de alta de juros nos Estados Unidos terá que acontecer de forma mais rápida e intensa."

Bolsas da Europa recuam com juros no radar

As principais bolsas da Europa operam majoritariamente em queda. O Stoxx 600 recua 0,24%, enquanto o DAX, de Frankfurt, cai 0,21%. O CAC 40, de Paris, perde 0,36%, e o FTSE MIB, de Milão, cede 0,34%. Na contramão, o FTSE 100, de Londres, registra leve alta de 0,06%.

Ações de petróleo e gás destoam do desempenho negativo do mercado europeu e avançam acompanhando a valorização da commodity. O movimento ocorre enquanto investidores também assimilam a alta dos juros de longo prazo nas principais economias.

Bolsas da Ásia fecham sem direção única

Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram a sessão sem uma direção única. No Japão, o Nikkei 225 avançou 0,76%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,72%. Na China continental, o CSI 300 registrou queda mais acentuada, de 1,73%. Os mercados da Coreia do Sul permaneceram fechados devido a feriado.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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