Ibovespa passa a subir forte com noticiário político; dólar cai abaixo de R$ 5,10
Investidor acompanha pesquisas eleitorais e agenda dos candidatos à presidência

Após iniciar o dia oscilando entre altas e baixas, o Ibovespa agora em forte valorização nesta quinta-feira, 10. Por volta das 12h40 (horário de Brasília), o principal índice da B3 tinha uma alta de 1,10%, aos 187.676 pontos. O dólar comercial caía 0,28%, cotado a R$ 5,0966.
Entre as principais ações do índice, somente Vale (VALE3) recua, em 1,30%. Já Petrobras (PETR4) sobe 1,90%, enquanto B3 (B3SA3) ganha 1,27%, Itaú (ITUB4) avança 1,66% e Bradesco (BDDC4) registra alta de 2,87%.
Na direção oposta, CSN (CSNA3) recua 3,66 %, seguida por Usiminas (USIM5), com baixa de 2,88%. Do lado positivo, Assaí (ASAI3) lidera os ganhos (4,35%), seguida por Hapvidia (HAPV3)(3,57%).
O que dá direção à bolsa agora são os desdobramentos políticos. A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg está prevista para ser divulgada nesta quinta-feira. Segundo profissionais ouvidos pela Reuters, a expectativa no mercado é de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareça bem posicionado na disputa pelo Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Há rumores de que Flávio Bolsonaro estaria dois pontos à frente de Lula nesta próxima pesquisa.
O escritor e candidato à presidência da República, Augusto Cury (Avante), também afirmou nesta quinta-feira que não apoiaria em hipótese nenhuma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
"Não apoiaria nem 0,01%. O modelo do PT tem que ser aposentado", disse durante evento da Genial Investimentos, na Faria Lima, em São Paulo.
Terceiro colocado nas últimas pesquisas eleitorais, com percentuais entre 8% e 11% a depender do levantamento, Cury virou a grande novidade de uma eleição em que Lula e Flávio concentram quase 80% das intenções de voto.
Questionado se apoiaria Flávio ou declararia neutralidade, o escritor disse que o senador "está atolado com o banco Master", mas disse que poderia declarar apoio caso ele prove que "não é corrupto".
"Eu não ficaria neutro. Ele teria que provar que não é corrupto e explicar o Dark Horse. [...] Se ele se explicar, todo mundo apoia", afirmou.
Indicadores de hoje
No Brasil, a produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio com oito dos 15 locais pesquisados apresentando crescimento no período.
Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram em 1.000 na semana encerrada em 5 de setembro, para 206 mil, segundo o Departamento do Trabalho. O resultado indica que as demissões permanecem em níveis baixos no mercado de trabalho americano.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) elevou em 0,25 ponto percentual suas três principais taxas de juros, em meio à pressão inflacionária associada ao conflito no Oriente Médio.
Petróleo sobe com escalada do conflito entre EUA e Irã
Os preços do petróleo avançam mais de 4%, com o mercado avaliando a possibilidade de uma guerra prolongada no Golfo Pérsico após a escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.
O West Texas Intermediate (WTI, referência americana de preços) sobe 4,6%, a US$ 100,47 por barril, enquanto o Brent, parâmetro internacional, avança 4,74%, a US$ 106,01.
A possibilidade de o conflito se estender também mantém os investidores atentos aos impactos sobre a oferta e o transporte de petróleo na região.
EUA caem após alta dos juros dos Treasuries
Os índices acionários americanos operam em queda, com o Dow Jones recuando 0,50%, enquanto o S&P 500 cai 0,43% e o Nasdaq perde 0,73%. O movimento ocorre após a alta dos rendimentos dos tesouros públicos dos EUA (Treasuries) na véspera.
A taxa da Treasury de dez anos chegou a 4,857%, maior nível desde novembro de 2023, depois que o Departamento do Tesouro anunciou que vai triplicar as operações de recompra de títulos de dívida de prazo mais longo, para US$ 6 bilhões.
As ações da Apple, por sua vez, sobem 1,58%, após a companhia anunciar novos modelos de iPhone na quarta-feira, 9.
Bolsas da Europa operam em baixa hoje
Os principais índices europeus operam em queda, acompanhando a cautela dos mercados globais diante da alta do petróleo e das preocupações com inflação. O Stoxx 600 recua 0,61%, enquanto o DAX, de Frankfurt, cai 0,74%.
O FTSE 100, de Londres, perde 0,56%, e o CAC 40, de Paris, recua 0,49%. Em Milão, o FTSE MIB cai 0,58%.
Bolsas da Ásia fecham sem direção única
Os mercados asiáticos terminaram o pregão sem direção única. O Nikkei 225, do Japão, caiu 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,40%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 0,11%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,26% na última hora de negociação, enquanto o CSI 300, da China continental, subiu 0,30%.
*Colaborou André Martins
