Ibovespa perde carona em recorde de Wall Street e cai com Banco do Brasil (BBAS3); dólar sobe
O Ibovespa (IBOV) marcou a oitava queda consecutiva em agosto diante do movimento de cautela do investidor estrangeiro e queda de ações relevantes, como o Banco do Brasil (BBAS3). Nesta quinta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,23%, aos 167.100,95 pontos. Já o dólar à vista encerrou as […]

O Ibovespa (IBOV) marcou a oitava queda consecutiva em agosto diante do movimento de cautela do investidor estrangeiro e queda de ações relevantes, como o Banco do Brasil (BBAS3).
Nesta quinta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,23%, aos 167.100,95 pontos.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1930, em alta de 0,25%.
Por aqui, na avaliação de Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, os principais fatores de pressão sobre o Ibovespa foram o peso da temporada de balanços corporativos do segundo trimestre e a forte saída de capital estrangeiro, com quase R$ 12 bilhões retirados da bolsa até o dia 11, pressionados pelo ambiente externo incerto.
Pela manhã, o índice de preços ao produtor (PPI) de julho dos Estados Unidos apresentou estabilidade na margem, após recuo de 0,1% em junho. Na taxa anualizada, o índice avançou 4,7%, após 5,5% na leitura anterior. O dado veio abaixo do esperado pelos analistas consultados pela FactSet, que previam alta mensal de 0,1% e acréscimo anual de 4,9%.
Para o analista de ações da Empiricus Research Matheus Spiess, o dado foi positivo, apesar da relativa aceleração, uma vez que reforça a perspectiva de manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, a aposta por alta nos juros pelo Fed passou de outubro para dezembro.
Já as vendas no varejo brasileiro, que avançaram 0,5% em junho na comparação mensal, após alta de 0,3% em maio, e subiram 2,9% na comparação anual, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, vieram acima do esperado pelo mercado.
Na avaliação de Spiess, a economia brasileira dá sinais de fraqueza, com alguns dados ora mostrando reaceleração ou não, devido aos incentivos parafiscais, o que tira a eficácia da política monetária.
Altas e quedas do Ibovespa
Hoje, o Índice Financeiro (IFNC) avançou apenas 0,01%, com a queda de 4,05%, a R$ 18,93, do Banco do Brasil (BBAS3) pressionando o setor.
A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, tombou 1,75%, a R$ 71,90, em linha com a queda do minério de ferro na bolsa de Dalian.
Por outro lado, ainda entre as “peso-pesado” do índice, as ações da Petrobras(PETR4;PETR3) fecharam em alta, apesar da queda do petróleo Brent. PETR3 subiu 0,89% (R$ 46,73) e PETR4 teve ganho de 1,09% (R$ 41,90).
Bancos, Petrobras e Vale correspondem a 50% da carteira do IBOV.
A ponta negativa do IBOV, porém, foi liderada pela Hapvida (HAPV3), que despencou 33,09% (R$ 6,41) após o balanço do segundo trimestre de 2026.
O Banco Safra já esperava uma forte reação negativa das ações. Na visão dos analistas, a companhia ofereceu “pouquíssimos” elementos para sustentar uma tese de recuperação no curto prazo e a deterioração foi generalizada.
“O resultado abaixo do esperado no Ebitda e a aceleração dos novos depósitos judiciais, somados a um custo médico caixa por beneficiário já elevado, tornam consideravelmente mais difícil projetar um novo patamar de resultados”, avaliaram os analistas Thiago Marmo e Ricardo Boiati.
Já a ponta positiva do índice foi encabeçada pela MRV (MRVE3), que saltou 14,29% (R$ 4,80) após o balanço do 2T26.
A equipe de análise do Bradesco BBI classificou o balanço como “em linha”. Para o banco, apesar do impacto negativo da operação nos Estados Unidos, a dinâmica do negócio principal no Brasil, especialmente na MRV Incorporação, continua evoluindo positivamente, com melhora contínua das margens.
Exterior
Os índices de Wall Street terminaram o pregão desta quinta-feira (13) em alta, com S&P 500 em recorde, após dados de inflação benignos, alívios nos preços do petróleo e reprecificação das apostas sobre a política monetária dos EUA.
Durante o pregão, o S&P 500 também renovou a máxima intradia aos 7.816,70 pontos.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,13%, aos 53.840,08 pontos;
- S&P 500: +0,65%, aos 7.799,18 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
- Nasdaq: +0,81%, aos 26.803,025 pontos.
Na Europa, os mercados terminaram a sessão em tom negativo. O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,04%, aos 659,24 pontos.
Na Ásia, os índices fecharam o pregão majoritariamente em baixa: o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,16%, aos 68.308,59 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong teve queda de 0,17%, aos 25.396,51 pontos.
