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InvestMercadosACS
24/06/2026
4 min

Ibovespa perde fôlego com Petrobras seguindo tombo do petróleo; dólar passa de R$ 5,20

Ibovespa perde fôlego com Petrobras seguindo tombo do petróleo; dólar passa de R$ 5,20

O Ibovespa abriu a sessão desta quarta-feira, 24, com queda de 0,45%, aos 170,4 mil pontos. O mercado digere os dados de confiança do consumidor brasileiro, a queda do petróleo e os novos movimentos da guerra no Irã. O dólar comercial opera em alta de 0,34%, cotado a R$ 5,20.

Entre as blue chips, Vale (VALE3) recua 0,97%, enquanto Petrobras cai tanto em PETR4 (-2,36%) quanto em PETR3 (-2,77%). As ações de bancos operam majoritariamente em alta. Entre as maiores valorizações do índice, se destacam Cemig (CEAB3), com 6,42%, Hypera (HYPE3), 1,77%, e Cyrela (CYRE3), +1,67%.

No campo negativo, Prio (PRIO3) lidera as perdas, com -2,76%, seguida por Brava Energia (BRAV3), com -1,48%, e Azzas 2154 (AZZA3), com -1,34%, por volta das 10h30 (horário de Brasília).

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 0,1 ponto em junho, para 88,7 pontos. A queda das expectativas para os próximos meses foi compensada pela melhora da percepção sobre a situação atual, que atingiu o maior nível desde outubro de 2014.

No Brasil, os investidores acompanham o Relatório de Política Monetária (RPM) e a entrevista do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta quinta-feira, 25. A ata do Copom divulgada na véspera reforçou a necessidade de juros elevados por mais tempo diante das expectativas de inflação ainda desancoradas.

No exterior, o Senado dos Estados Unidos aprovou uma medida que exigiria do presidente Donald Trump a aprovação do Congresso antes de qualquer ação militar contra o Irã. A iniciativa não tem força de lei, mas provocou reação imediata de Trump, que afirmou ter o Irã "nas cordas" e classificou a votação como "mal programada e sem sentido".

Trump também disse que o Irã aceitou inspeções nucleares, afirmação contestada por Teerã.

As negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã seguem marcadas por incertezas. Os dois países assinaram um cessar-fogo com a reabertura do Estreito de Ormuz. A Organização Marítima Internacional informou que 11 mil petroleiros retidos no Golfo Pérsico voltarão a transitar pela rota.

Petróleo em forte queda hoje

As cotações do petróleo operam em queda expressiva. O barril do West Texas Intermediate (WTI) com entrega em agosto recua 4,19%, negociado a US$ 70,14, enquanto o Brent para setembro cai 3,89%, a US$ 73,81.

O movimento é amplificado por uma ofensiva do presidente Trump contra as petroleiras. Ele solicitou ao Departamento de Justiça do país uma investigação sobre os preços praticados pelas companhias de petróleo ao consumidor final.

A pesquisadora sênior do Centro de Política Energética Global da Universidade de Columbia, Karen Young, minimizou a iniciativa, classificando-a como um "teatro político" em entrevista à CNBC.

Bolsas dos EUA em alta

As bolsas estadunidenses operam em alta, impulsionadas pela queda do petróleo e pela recuperação das ações de tecnologia. O S&P 500 avança 0,4%, o Nasdaq Composite sobe 0,5% e o Dow Jones ganha 0,2%, o equivalente a 90 pontos.

O movimento representa uma virada após a sessão anterior, quando a venda generalizada de papéis ligados a semicondutores arrastou os principais índices para baixo. O ETF VanEck Semiconductor (SMH) havia encerrado a terça-feira, 23, com queda de 7%.

A atenção do mercado se concentra nos resultados da Micron Technology, previstos para após o fechamento. Os analistas consultados pela FactSet projetam lucro de US$ 20,83 por ação e receita de US$ 35,75 bilhões.

As ações da companhia sobem cerca de 2% na sessão, após recuarem 13% na véspera, e fecharam a terça-feira cotadas a US$ 1.051,77, próximo à máxima histórica registrada na segunda-feira, 22.

A Alphabet também figura entre as altas do dia, com valorização de quase 1%, após a S&P Global anunciar que a companhia substituirá a Verizon no índice Dow Jones.

Europa sem direção única

As bolsas europeias operam sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 recua 0,05%, a 634,29 pontos. Entre os principais mercados, o DAX alemão registra a maior pressão, com queda de 1,04%, a 24.635,25 pontos, enquanto o FTSE 100 londrino avança 0,04%, a 10.432,56 pontos.

O CAC 40 francês sobe 0,43%, a 8.376,48 pontos, e o FTSE MIB italiano cede 0,56%, a 51.730,97 pontos. Nos setores, bens de consumo e alimentos e bebidas registram os maiores ganhos, enquanto utilities e serviços financeiros lideram as perdas.

Kospi é destaque na Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem tendência definida. Em Tóquio, o Nikkei 225 recuou 0,88%, a 69.174,97 pontos. Seul foi o destaque positivo da sessão, visto que o Kospi saltou mais de 3%, a 8.471,02 pontos, em recuperação parcial após uma queda de 10% no pregão anterior.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 encerrou com alta de 0,24%, a 8.808,4 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,36%, a 23.420,4 pontos, enquanto o CSI 300 da China continental subiu 0,48%, encerrando o dia a 4.943,02 pontos.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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