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InvestMercados
28/05/2026
4 min

Ibovespa perde fôlego e dólar segue acima de R$ 5: o que movimenta os mercados

Ibovespa perde fôlego e dólar segue acima de R$ 5: o que movimenta os mercados

O Ibovespa opera próximo da estabilidade nanhã desta quinta-feira, 28, em um pregão marcado pela repercussão de dados de inflação e atividade econômica nos Estados Unidos e emprego no Brasil. A escalada das tensões entre Washington e o Irã volta a impulsionar o preço do petróleo no mercado internacional. O dólar comercial opera próximo da estabilidade e se mantém acima de R$ 5.

As ações da Vale caem 0,70%, enquanto Itaú Unibanco recua 1,26%. Na ponta positiva, Petrobras avança entre 0,33% e 0,56%, já Minerva sobe 3,34%, seguida por RD Saúde, 2%; Usiminas, 1,27% e Natura, 1,20%. Fleury, todavia, recua 2,88%; Cosan, -2,49%; CPFL Energia, 2,38%; e Vamos, -2,17%.

No Brasil, o destaque são os dados da PNAD, que mostrou a taxa de desemprego subindo para 5,8% no trimestre encerrado em abril,. O indicador avançou 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em janeiro, mas ficou 0,8 ponto abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Nos EUA, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês), indicador de inflação preferido do Fed, avançou a uma taxa anualizada de 4,5% no primeiro trimestre. Já o núcleo do PCE, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, subiu 4,4% no período, acima da estimativa de 4,3%.

O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA foi revisado para crescimento de 1,6% no primeiro trimestre, abaixo dos 2% das leituras prévias.

Para o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, esses dados trouxeram um alívio moderado. "A economia americana está resiliente, está crescendo, mas talvez um pouco menos do que aquilo que inicialmente se previa." Os números podem, ainda, trazer algum alívio para os rendimentos dos Treasuries.

Às 11h (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,14%, aos 175.505 pontos. O dólar comercial tinha ligeira alta de 0,06%. a R$ 5,06.

Petróleo sobe com nova escalada da guerra

No exterior, em meio à nova escalada das tensões da guerra no Irã e à divulgação de dados de inflação nos EUA, investidores seguem monitorando os desdobramentos no Oriente Médio, principalmente os riscos para o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de 20% do petróleo.

Por volta das 10h50, o barril do Brent avançava cerca de 1,9%, negociado perto de US$ 96, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subia mais de 2%, acima dos US$ 90.

Segundo relatos publicados pela Reuters, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base militar dos EUA na madrugada de hoje, em resposta a novos bombardeios dos EUA contra alvos militares iranianos. Apesar da alta desta sessão, o petróleo ainda acumula queda superior a 10% desde 18 de maio.

O secretário estadunidense de Estado, Marco Rubio, pontuou que as conversas avançaram e que Washington pretende "dar todas as chances possíveis à diplomacia". Mas Trump não permitirá que o Irã controle Ormuz em eventual acordo.

Wall Street opera perto da estabilidade

Em Wall Street, o tom era levemente negativo após a abertura dos mercados. O S&P 500 cai 0,1%, enquanto o Nasdaq recua 0,2%. Já o Dow Jones perde cerca de 192 pontos ou 0,4%, após divulgação do PCE.

Europa cai com cautela sobre guerra no Irã

As bolsas europeias operavam em queda nesta manhã, acompanhando o movimento de aversão ao risco global. O índice pan-europeu Stoxx 600 recua 0,70%, enquanto o DAX, da Alemanha, cai 0,61%. Em Londres, o FTSE 100 perde 0,84%, e o CAC 40, de Paris, recua 0,54%. Na contramão, o FTSE MIB, da Itália, sobe 0,17%.

Investidores europeus seguem avaliando os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio e as perspectivas de um eventual acordo entre Washington e Teerã.

O setor de defesa, porém, destoava do restante do mercado. Empresas europeias ligadas à indústria militar avançavam após o Parlamento da Ucrânia ratificar um acordo de empréstimo de 90 bilhões de euros com a União Europeia.

A fabricante sueca Saab subiu mais de 5% nesta manhã, enquanto Rheinmetall e Renk também registravam fortes ganhos.

Maioria das bolsas da Ásia tiveram queda

Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em queda. O Nikkei, do Japão, recuou 0,47%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,27%, liderando as perdas na região em meio à pressão sobre ações de tecnologia e consumo.

Na Austrália, o ASX 200 cedeu 1,43%, refletindo o movimento global de aversão ao risco.

Na China continental, porém, o índice de Xangai destoou do restante da região e fechou em leve alta de 0,12%, sustentado por ações ligadas a infraestrutura e estatais. Já o Nifty 50, da Índia, encerrou praticamente estável, com leve baixa de 0,03%.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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