Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
27/05/2026
3 min

Ibovespa perde fôlego e fecha em queda de 0,5%; dólar sobe a R$ 5,06

Ibovespa perde fôlego e fecha em queda de 0,5%; dólar sobe a R$ 5,06

O Ibovespa perdeu força ao longo do pregão e encerrou em queda nesta quarta-feira, 27, pressionado pelas ações do setor de petróleo e pela virada negativa de parte dos bancos, em meio à forte baixa do petróleo no mercado internacional e à repercussão do IPCA-15 acima do esperado. O dólar avançou frente ao real, acompanhando o fortalecimento global da moeda americana e a queda das commodities energéticas.

O principal índice acionário da B3 fechou em baixa de 0,48%, aos 175.744 pontos, após oscilar entre a máxima de 177.640,02 pontos e a mínima de 175.554,89 pontos. Durante a manhã, o índice chegou a operar em alta impulsionado pelos bancos e pela expectativa de alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, mas perdeu fôlego ao longo da tarde.

No câmbio, o dólar à vista subiu 0,66%, cotado a R$ 5,061, depois de oscilar entre R$ 5,032 e R$ 5,070. O movimento ocorreu em meio à forte queda do petróleo — que tende a enfraquecer moedas de países produtores de commodities, como o Brasil — e à repercussão do IPCA-15 acima das projeções do mercado.

Os bancos tiveram desempenho misto no fechamento. As units do BTG Pactual (BPAC11), que chegaram a subir durante o pregão, inverteram o sinal e fecharam em queda de 0,92%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) recuou 0,19%. Já Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4) encerraram em alta de 0,65% e 0,90%, respectivamente.

As empresas ligadas ao petróleo concentraram as perdas do índice. Petrobras (PETR3 e PETR4) caiu 1,62% e 1,43%, respectivamente, acompanhando a forte baixa da commodity no exterior, enquanto Prio recuou 2,73%. A maior queda do pregão ficou com Cosan (CSAN3), que despencou 6,31%.

No radar doméstico, investidores repercutiram o IPCA-15 de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A prévia da inflação oficial subiu 0,62% no mês, desacelerando em relação à alta de 0,89% registrada em abril, mas acima da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,56%. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 4,64%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

O mercado também acompanhou dados do Banco Central que mostraram saída líquida de US$ 3,650 bilhões do fluxo cambial na semana passada, puxada principalmente pela conta financeira, que ficou negativa em US$ 4,952 bilhões.

Petróleo despenca com ruídos sobre Irã e Estreito de Ormuz

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda nesta quarta-feira, em meio a sinais contraditórios envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.

Durante o dia, a TV estatal iraniana informou que havia um esboço de acordo prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz em até um mês. Mais tarde, a Casa Branca negou a existência do acordo, enquanto o presidente Donald Trump voltou a ameaçar o Irã caso as negociações fracassem.

Mesmo com o desmentido, o mercado ampliou as apostas de redução dos riscos de interrupção no fornecimento global de petróleo.

No fechamento, o Brent para julho caiu 5,31%, a US$ 94,29 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI recuou 5,55%, a US$ 88,68 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Wall Street fecha sem direção única

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam sem direção única, após os recordes recentes do S&P 500 e do Nasdaq. O Dow Jones avançou 0,36%, aos 50.644,28 pontos. O S&P 500 teve leve alta de 0,02%, aos 7.520,36 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,07%, aos 26.674,73 pontos.

O mercado americano seguiu apoiado pelo desempenho das ações de tecnologia e semicondutores ligados à inteligência artificial, além da queda do petróleo e da expectativa de avanço nas negociações diplomáticas envolvendo o Irã.

AutorClara Assunção
FonteExame
Distribuído por