Ibovespa perde força com juros e Petrobras; dólar dispara

O Ibovespa voltou a operar em leve queda na tarde desta quinta-feira, 18, após ensaiar uma recuperação pela manhã. O principal índice da B3 chegou a subir mais de 0,8% no melhor momento do pregão, mas perdeu força ao longo da sessão e passou a oscilar próximo da estabilidade, refletindo a cautela dos investidores após as decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Por volta das 14h20, o Ibovespa recuava 0,07%, aos 168.329 pontos, perto da estabilidade, após variar entre a mínima de 167.913 pontos e a máxima de 169.542 pontos.
O movimento ocorre apesar do desempenho positivo das bolsas americanas, com o Dow Jones avançando 0,30%, o S&P 500 subindo 0,97% e o Nasdaq ganhando 1,30%.
Os investidores seguem digerindo a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e a mensagem considerada cautelosa da autoridade monetária sobre os próximos passos.
No exterior, o mercado avalia o comunicado do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros entre 3,5% e 3,75%, mas reforçou preocupações com a inflação e manteve aberta a possibilidade de novas altas.
No mercado de câmbio, o dólar seguia em forte valorização frente ao real, refletindo o fortalecimento global da moeda americana após a decisão do Fed. Às 14h03, a moeda americana subia 1,39%, a R$ 5,18. A busca por proteção e a perspectiva de juros elevados nos Estados Unidos continuam sustentando a demanda pela divisa.
Bancos perdem força e Petrobras e juros pesam
Entre as blue chips, a Vale (VALE3) operava próxima da estabilidade, com leve alta de 0,14%, ajudando a limitar as perdas do índice. Já os bancos perderam fôlego ao longo da sessão. Itaú Unibanco (ITUB4) passou a oscilar próximo da estabilidade, Bradesco (BBDC4) registrava leve alta de 0,06%, enquanto Santander Brasil (SANB11) recuava 0,81%.
As ações da Petrobras também pesavam sobre o Ibovespa, acompanhando a fraqueza dos preços do petróleo no mercado internacional. Os papéis preferenciais (PETR4) caíam 0,57%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) recuavam 0,93%.
Na ponta positiva do índice, a WEG (WEGE3) seguia entre os destaques de alta, enquanto empresas ligadas ao setor imobiliário e de saúde também figuravam entre os maiores ganhos do dia. Entre as maiores quedas, segue a Braskem (BRKM5) e empresas do setor de mineração como Gerdau e Usiminas.
As ações mais sensíveis aos juros como Natura, Renner e Magazine Luiza também caem no pregão desta quinta com o estresse do mercado dos juros futuros. O DI para janeiro de 2027 recuava de 14,30%, do ajuste de ontem, para 14,275%; a do DI de janeiro de 2028 aumentava de 14,56% a 14,76%; a do DI de janeiro de 2029 exibia forte alta de 14,595% para 14,845%; e a do DI de janeiro de 2031 saltava de 14,485% a 14,79%
