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InvestMercadosACS
18/09/2026
3 min

Ibovespa quebra sequência de quatro semanas em alta com eleição e decisões sobre juros

dólar à vista fechou em leve alta de 0,11% nesta sexta-feira, a R$ 5,144 e encerrou a semana em alta frente ao real

Ibovespa quebra sequência de quatro semanas em alta com eleição e decisões sobre juros

O Ibovespa fechou em queda de 0,41% nesta sexta-feira, 18, aos 185.229,17 pontos, após oscilar entre 184.460,91 e 195.991,47 pontos. O volume financeiro somou R$ 26,8 bilhões. Na semana, o principal índice da B3 recuou 1,06%, interrompendo uma sequência de quatro semanas de alta.

O mercado manteve o cenário eleitoral no radar, após a pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira mostrar empate técnico entre Lula, com 46% das intenções de voto, e Flávio Bolsonaro, com 44%, em um eventual segundo turno. A proximidade entre os candidatos mantém as eleições como um dos principais fatores acompanhados pelos investidores.

Entre as principais ações do índice, Vale (VALE3) caiu 1,53%, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior, apesar da alta de 0,70% do minério de ferro. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) recuaram 1,09%, enquanto as preferenciais (PETR4) caiu 0,23%.

Entre os bancos, Santander (SANB11) caiu 3,47%, Bradesco (BBDC4) recuou 0,88% e Itaú (ITUB4) caiu 0,59%. Na contramão, Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,84% e BTG Pactual (BPAC11) avançou 0,43%.

A CSN (CSNA3) liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 6,40%, seguida por CSN Mineração (CMIN3), que recuou 4,88%, e MRV (MRVE3), com baixa de 3,68%. Entre as maiores altas, Minerva (BEEF3) subiu 4,46%, Cury (CURY3) avançou 3,86% e Multiplan (MULT3) ganhou 3,48%.

Dólar fecha em leve alta com cenário eleitoral indefinido

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,11% nesta sexta-feira, a R$ 5,144, após oscilar entre R$ 5,122 e R$ 5,166. Na semana, a moeda americana subiu 0,37%, após duas semanas consecutivas de queda.

Além do cenário eleitoral doméstico, o mercado acompanhoua decisão do Banco do Japão (BoJ), que elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para 1,25% ao ano, mas deixou em aberto os próximos passos da política monetária japonesa. A decisão aumentou a volatilidade nos mercados de câmbio, especialmente em relação ao iene.

Petróleo cai com alívio do prêmio de risco

Os contratos futuros de petróleo recuaram nesta sexta-feira pela terceira sessão consecutiva, com alguma redução do prêmio de risco geopolítico. Os investidores continuam avaliando os novos ataques entre a Arábia Saudita e os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, enquanto monitoram a normalização da logística das exportações sauditas.

Segundo especialistas ouvidos pela CNBC, a velocidade de retomada das operações do oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita será importante para as próximas sessões, diante das preocupações sobre o abastecimento. O mercado também acompanhou relatos de uma explosão nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Nos Estados Unidos, a Baker Hughes informou que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade subiu de 450 para 452 na semana.

No fechamento, o petróleo Brent para novembro caiu 0,91%, a US$ 103,87 por barril, na ICE. O WTI para outubro recuou 1,58%, a US$ 100,30 por barril, na Nymex. Na semana, o Brent acumulou queda de 0,71%, enquanto o WTI subiu 0,25%.

Bolsas de Nova York fecham sem direção única

As bolsas americanas terminaram a sexta-feira sem direção única, com o Dow Jones no campo negativo e S&P 500 e Nasdaq em alta. O mercado acompanhou a trajetória dos Treasuries e as preocupações em torno da política monetária japonesa.

O Dow Jones caiu 0,18%, enquanto o S&P 500 subiu 0,17% e o Nasdaq avançou 0,39%. Na semana, o Dow Jones recuou 1,69%, o S&P 500 caiu 0,08% e o Nasdaq subiu 0,72%.
AutorClara Assunção
FonteExame
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