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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
21/08/2026
3 min

Ibovespa reage, fecha acima dos 171 mil pontos e acumula alta de 2,45% na semana

No mercado doméstico, o movimento de alívio ganhou força após uma sequência de dados de inflação mais comportados

Ibovespa reage, fecha acima dos 171 mil pontos e acumula alta de 2,45% na semana

O Ibovespa fechou em forte alta de 1,85% aos 171.031 pontos na sessão desta sexta-feira, 21, após oscilar entre 167.928 e 171.979. O movimento foi sustentado pelo alívio na pressão sobre a curva de juros, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

Ativos de peso, como Vale (VALE3), que fechou em alta de 1,36%, além dos bancos, que subiram em bloco, também ajudaram a impulsionar o índice. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 2,45%. O dólar à vista fechou em queda de 0,93%, a R$ 5,145, após oscilar entre R$ 5,133 e R$ 5,183. Na semana, a moeda caiu 1,43%.

No mercado doméstico, o movimento de alívio ganhou força após uma sequência de dados de inflação mais comportados e indicadores de atividade mais fracos que o esperado. Esse cenário contribuiu para reduzir as taxas na ponta curta da curva e também ajudou a aliviar os juros de prazo mais longo, favorecendo ativos de risco.

Para Bruno Perri, economista-chefe e fundador da Forum Investimentos, a melhora do câmbio também contribuiu para a redução do prêmio exigido pelos investidores nos vencimentos mais longos.

“Quando a gente olha para o cenário a bolsa é a principal beneficiada, sobretudo num momento que ela vinha bastante largada. Foram diversos pregões seguidos de queda, a bolsa rodando num patamar nominal bem baixo em relação às máximas recentes desse ano”, diz.

Ele continua: “Até em termos de múltiplos também, múltiplos que parecem bem descontados. Então, esse alento destravou essa força compradora e ajudou aí com que a gente venha com um pregão de forte alta hoje.”

Juros americanos

No exterior, o principal vetor de alívio veio da curva de juros dos Estados Unidos. As taxas dos Treasuries de longo prazo subiram, mas subiram menos do que nos últimos dias, em um movimento que, segundo Perri, foi favorecido tanto por indicadores de atividade quanto pela atuação do Tesouro americano no mercado de títulos.

“Depois do estresse que a gente teve nos últimos dias, os yields longos tiveram um alívio hoje, por conta de alguns indicadores de atividade nos Estados Unidos, mas principalmente pela compra de Treasuries, pelo Tesouro americano”, afirma o economista.

O alívio nos rendimentos dos títulos americanos melhora as condições para ativos de risco ao reduzir a atratividade relativa da renda fixa dos Estados Unidos e aliviar a pressão sobre mercados emergentes.

O economista pondera, porém, que o movimento pode perder força caso as preocupações com o endividamento americano voltem a dominar o mercado. “Embora, a questão da dívida americana continue bastante no radar do mercado, então isso pode limitar esse movimento de fechamento das curvas, uma vez que, por exemplo, o Tesouro americano encerre esse processo de recompra de títulos longos.”

Para a próxima semana, Perri avalia que o mercado continuará atento ao comportamento dos juros longos americanos. “A gente precisa ver até onde o Tesouro americano está disposto a se movimentar no sentido de intervir.”

AutorRebecca Crepaldi
FonteExame
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