Ibovespa recua com cenário político e petróleo no foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (14)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta segunda-feira (14) em baixa de olho na cautela com as eleições e também no cenário geopolítico, com o petróleo em alta. Por volta de 10h13 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com queda de 1,62%, aos 184.177,92 pontos. Já o dólar à vista […]

O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta segunda-feira (14) em baixa de olho na cautela com as eleições e também no cenário geopolítico, com o petróleo em alta.
Por volta de 10h13 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em com queda de 1,62%, aos 184.177,92 pontos.
Já o dólar à vista operava em alta ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1729 (+0,92%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,56%, aos 99.682 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta segunda-feira (14)
1 – Cenário acirrado na pesquisa BTG Pactual/Nexus
Pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42%, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 37%, no primeiro turno.
Já em um eventual segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro seguiram empatados tecnicamente, mas o presidente voltou numericamente ao topo. Lula atingiu 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro, ante 46% a 45% para o senador na semana passada. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 6% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
A rejeição a Lula saiu de 49% para 48% de todo o eleitorado brasileiro e a de Flávio Bolsonaro permaneceu em 50%. O potencial de voto de Lula foi de 47% para 50% e o de Flávio Bolsonaro foi de 47% para 48%.
2 – Focus
Os economistas ouvidos pelo Banco Central(BC) reduziram as expectativas para a inflaçãoem 2026 e mantiveram a expectativa de mais um corte na Selic mostrou o Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira.
A mediana para oÍndice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano caiu de 5% para 4,90%, em uma melhora que não se espalhou para todos os horizontes.
Isso porque, para 2027, a projeção para a inflação subiu de 4,29% para 4,30%, na quinrta semana consecutiva de avanço.
Na atividade econômica, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 recuou de 1,93% para 1,89%. Para 2027 e 2028, também houve ajuste de 1,50% para 1,45%, e de 1,96% para 1,87%, respectivamente.
Nas demais variáveis acompanhadas, o câmbio para 2026 ficou estável em R$ 5,20, enquanto a estimativa para 2027 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,28. Para a Selic, o mercado manteve a projeção de 13,75% em 2026.
3 – Super Quarta
Na quarta-feira, é dia de decisão de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado, após os dados mais elevados da inflação norte-americana na última semana, consolidaram uma aposta de elevação na taxa de juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.
Já por aqui, depois dos dados mais benignos de inflação e de atividade, é esperada uma redução de 0,25 ponto percentual, o que levaria o juro básico, a taxa Selic, para 13,75%.
4 – Escalada no Oriente Médio
Os países árabes do Golfo Pérsico cancelaram uma reunião com o Irã prevista para esta segunda-feira, enquanto os houthis do Iêmen lançaram um novo ataque contra a Arábia Saudita após combates que estenderam a guerra no Oriente Médio a outro teatro de operações e comprometeram ainda mais o abastecimento global de petróleo.
Os houthis, alinhados com o Irã, afirmaram ter disparado dezenas de mísseis e drones nesta segunda-feira contra uma base aérea militar saudita em Khamis Mushait, perto da fronteira, atingindo hangares de aeronaves, sistemas de radar, pistas de decolagem e depósitos de munição. Eles descreveram o ataque como uma retaliação às centenas de ataques aéreos sauditas contra o Iêmen nos últimos dias.
As autoridades sauditas anunciaram breves alertas de emergência naquela região e em outras três cidades do sul que já haviam sido alvo de ataques dos houthis anteriormente.
Os houthis lançaram um avanço relâmpago na semana passada no Iêmen, que culminou na tomada de uma ilha na foz do Mar Vermelho na sexta-feira. Um ataque separado naquele dia, que Riad atribuiu a combatentes apoiados pelo Irã no Iraque, danificou o oleoduto leste-oeste da Arábia Saudita, a principal rota para o petróleo do Oriente Médio que contorna o Estreito de Ormuz, que está bloqueado.
5 – Petróleo
Com o fechamento do oleoduto saudita, que contribuiu para conter uma alta ainda maior nos preços do petróleo, a commodity apresentou nova alta relevante nesta manhã.
Por volta de 10h15 (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 4,28%, a US$ 109,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro tinha avanço de 4,03%, a US$ 104,11 o barril, no mesmo horário.
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*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters
