Ibovespa recua pressionado pela baixa do petróleo; 5 coisas para saber antes de investir hoje (24)

O Ibovespa (IBOV) inicia o terceiro pregão da semana em baixa com o recuo de mais de 3% do petróleo no mercado internacional pesando no índice.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,50%, aos 170.408,60 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, seguindo o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 5,2098 (+0,43%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava com ganho de 0,37% aos 101.780 pontos.
- Day Trade: Day trade: Compre Banco do Brasil (BBAS3) e venda Marcopolo (POMO4) para ganhar até 1,46% hoje (24), segundo a Ágora
- Radar do Mercado: 5 empresas aprovando JCP, Petrobras (PETR4), SLC Agrícola (SLCE3) e outros destaques desta quarta (24)
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (24)
1 – Relatório de Política Monetária
Instituições como o Itaú Unibanco aguardam a divulgação do Relatório de Política Monetária (RPM) na quinta-feira (25) para balizar eventuais ajustes nas projeções para a trajetória da taxa Selic neste ano.
A leitura é de que a ata do Comite de Política Monetária (Copom) ressaltou a assimetria altista de riscos, com a inflação elevada e as expectativas desancoradas, o que reduz o espaço para uma redução nos juros. Ainda assim, o Copom não fechou completamente a porta para um novo corte no juro básico.
Também no radar dos investidores, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa amanhã de manhã da coletiva do RPM.
2 – ‘Desenrola’ para MEIs
Em um desdobramento do Desenrola, o governo federal prepara um programa de refinanciamento de débitos tributários para microempreendedores individuais (MEIs).
A iniciativa visa regularizar a situação de trabalhadores que estão em atraso ou que tiveram o CNPJ cancelado por inadimplência, afirma o ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, em entrevista ao Globo.
Além disso, o governo deve enviar ao Congresso uma proposta para elevar o teto de faturamento dos MEIs para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
3 – Confiança do Consumidor
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) ficou praticamente estável em junho, ao registrar queda de 0,1 ponto e encerrar o mês em 88,7 pontos. Na média móvel trimestral, houve avanço de 0,2 ponto, para 88,9 pontos.
Segundo a economista da FGV Ibre, Anna Carolina Gouveia, o resultado reflete uma acomodação do indicador, marcada pela piora das expectativas para os próximos meses e compensada pela melhora na percepção da situação presente.
“Se por um lado os indicadores de intenção de compra de duráveis e situação financeira futura sugerem um consumidor mais pessimista, para os próximos meses o indicador de situação financeira atual sugere uma melhora na percepção do orçamento do momento. A manutenção de um mercado de trabalho robusto e políticas de desafogamento das dívidas parecem estar influenciando positivamente na percepção atual, mas não são suficientes para reverter o aumento do pessimismo futuro”, afirmou a economista em nota.
4 – Divergências entre EUA e Irã
Apesar do recente avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o programa nuclear iraniano ainda é um ponto de divergência. Nesta manhã, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, negou a relaização de uma reunião com o diretor geral da Agência Interacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, durante as tratativas na Suíça.
Gharibabadi ainda afirmou que não há planos para permitir o acesso da AIEA a instalações nucleares atingidas por ataques ou a materiais nucleares iranianos
A declaração contradiz sinais recentes emitidos pela AIEA e por autoridades norte-americanas sobre a possibilidade de retomada das inspeções internacionais no programa nuclear iraniano.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na rede Truth Social que o Irã informou que “não há pedágios, não há custos de seguro e nem qualquer outro tipo de cobrança sendo exigida ou recebida pelo Irã de navios que transitam pelo Estreito de Ormuz”, a despeito das “informações mentirosas” veiculadas pelas agências de notícias iranianas.
Trump acrescentou que caso a informação seja falsa, as negociações seriam “encerradas imediatamente”.
5 – Petróleo em baixa
Diante da passagem de navios no Estreito de Ormuz, os preços do petróleo operam no terreno negativo. A commodity acelerou a queda para 3% após a publicação de Trump de que o Irã afirmou não haver cobrança da pedágio para a passagem de embarcações na hidrovia pelo Irã.
Por volta de 10h (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para setembro caíam 3,07%, a US$ 74,44 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinham recuo de 3,10%, a US$ 70,85 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
*Com informações de Estadão Conteúdo
