Ibovespa retoma os 174 mil pontos e fecha semana em alta; dólar cai para R$ 5,16

O Ibovespa fechou em alta de 0,74% nesta sexta-feira, 3, aos 174.070,27 pontos, retomando o patamar dos 174 mil pontos em uma sessão marcada pela baixa liquidez devido ao feriado de 4 de julho nos Estados Unidos, que manteve as bolsas de Nova York fechadas. No acumulado da semana, o principal índice da bolsa brasileira avançou 0,45%.
O dólar comercial acompanhou o movimento favorável aos ativos brasileiros e encerrou o dia em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,168. Apesar da desvalorização nesta sexta, a moeda americana acumulou leve alta de 0,02% na semana.
Entre os principais destaques do pregão, as ações de bancos sustentaram o avanço do índice.
A sessão também foi influenciada pela divulgação da produção industrial brasileira, que recuou 0,2% em maio na comparação com abril, resultado inferior às expectativas do mercado. O dado reforçou a percepção de desaceleração da atividade econômica e aumentou as apostas de novos cortes na taxa Selic ao longo dos próximos meses.
Sem a referência dos mercados americanos, fechados peloferiado da Independência dos Estados Unidos, o volume financeiro da B3 ficou reduzido, somando R$ 12,7 bilhões, menos da metade do giro observado em um pregão típico.
Petróleo encerra o dia sem direção única
No mercado internacional, o petróleo encerrou o dia sem direção única. O Brent para setembro avançou, enquanto o WTI registrou leve queda, em meio à continuidade das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz e à redução das preocupações com interrupções no fornecimento global da commodity.
O barril do petróleo tipo Brent com vencimento em setembro fechou em alta de 0,45%, a US$ 71,12, já o WTI para agosto encerrou com valorização de 0,19%, cotado a US$ 68,82.
Os participantes do mercado seguiram atentos aos próximos passos das negociações entre EUA e Irã para firmar um cessar-fogo duradouro, o que continuou a motivar uma correção dos preços do óleo bruto.
O que esperar da próxima semana
Para a próxima segunda-feira, a expectativa é de que a Bolsa acompanhe o desempenho dos mercados internacionais, que continuam relativamente favoráveis após a redução das tensões no Oriente Médio, de acordo com Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.
"Os investidores também permanecerão atentos ao desfecho da investigação comercial dos Estados Unidos contra o Brasil e a eventuais anúncios relacionados a tarifas. No cenário doméstico, o foco seguirá sobre a trajetória dos juros, da inflação e da situação fiscal brasileira", afirmou.
