Ibovespa salta mais de 1% com inflação mais fraca nos EUA e eleições em foco; 5 coisas para saber antes de investir hoje (30)
A quatro dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quarta-feira (30) em alta. O impulso vem do exterior: dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos e avanço dos preços do petróleo. Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha avanço de […]

A quatro dias do primeiro turno das eleições presidenciais, o Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quarta-feira (30) em alta. O impulso vem do exterior: dados mais fracos de inflação nos Estados Unidos e avanço dos preços do petróleo.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha avanço de 1,52%, aos 186.615,13 pontos. O IBOV caminha para uma alta de 3,6% em setembro.
Já o dólar à vista operava em queda ante o real, na esteira do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1803 (-0,70%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,23%, aos 101.147 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (30)
1 – Lula x Flávio
A quatro dias do primeiro turno das eleições, os investidores concentram as atenções em novas pesquisas de intenção de votos e debates ao longo da semana.
PesquisaMeio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (30), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) e o senador Flávio Bolsonaro(PL) mantiveram o empate triplo nos levantamentos espontâneos, do primeiro turno e do segundo turno, mesmo cenário da última pesquisa, há 20 dias.
O levantamento entrevistou 2.000 pessoas por telefone entre sexta-feira (25) e segunda-feira (28). O nível de confiança é de 95% e o protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08706/2026.
2 – Dívida pública
A dívida bruta do Brasil registrou alta em agosto, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário menor do que o esperado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central.
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou agosto em 82,9%, contra 82,6% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi a 69,3%, de 69,1%.
As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 83,0% para a dívida bruta e de 69,5% para a líquida.
3 – Inflação nos EUA
O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) dos Estados Unidossubiu 0,3% em agosto, na comparação mensal, segundo divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA).
No acumulado do ano, a inflaçãopreferida do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) apontou para alta de 3,4% — acima da meta de 2% perseguida pelo banco central norte-americano, mas abaixo de 3,7% registrado no mês anterior e das expectativas do mercado.
4 – Juros nos EUA
Após dados de inflação mais brandos que o esperado, o mercado ampliou a expectativa de manutenção dos juros pelo Fed na próxima decisão, em outubro.
A ferramenta FedWatch, do CME Group, agora aponta 62,9% de chance de o BC norte-americano manter os juros na faixa de 3,75% a 4,00% em outubro. Na véspera, a probabilidade era de 49,1%.
5 – Petróleo acima de US$ 100
Depois de um breve alívio na véspera, os preços do petróleo voltaram a superar US$ 100 por barril após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negar que está disposto aliviar as sanções contra o Irã, enquanto o Catar pressiona por negociações de paz entre os dois países.
“Isso não é verdade. Eu não ofereci NADA a eles”, escreveu Trump no Truth Social.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro subia 0,58%, a US$ 103,19 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 1,32%, a US$ 90,56 o barril, no mesmo horário.
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*Com informações de Reuters
