Ibovespa segue pressionado por exterior ruim; dólar sobe para R$ 5,13
Mercados globais operam em baixa diante da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã

O Ibovespa oscila entre altas e baixas na manhã desta quinta-feira, 10, pressionado pela piora do humor nos mercados internacionais e pela alta do petróleo em meio à escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 11h10 (horário de Brasília), o principal índice da B3 tinha uma ligeira alta de 0,07%, aos 185.757 pontos. O dólar comercial subia 0,52%, cotado a R$ 5,1383.
Entre as principais ações do índice, Vale (VALE3) recua 1,93%, enquanto B3 (B3SA3) cai 1,21%. No setor financeiro, Itaú Unibanco (ITUB4) opera em baixa de 0,31%, enquanto Bradesco (BBDC4) avança 0,11%. Banco do Brasil (BBAS3) sobe 0,09%.
Na direção oposta, Petrobras sobe 0,60% (PETR4) e 0,39% (PETR3), acompanhando a valorização do petróleo no exterior. Entre as maiores quedas do pregão, CSN (CSNA3) recua 5,63%, seguida por Usiminas (USIM5), com baixa de 4,46%. Do lado positivo, Brava Energia lidera os ganhos (2,23%), seguida por Prio (1,44%).
No Brasil, a produção industrial brasileira avançou 0,2% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio com oito dos 15 locais pesquisados apresentando crescimento no período.
Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA caíram em 1.000 na semana encerrada em 5 de setembro, para 206 mil, segundo o Departamento do Trabalho. O resultado indica que as demissões permanecem em níveis baixos no mercado de trabalho americano.
Na Europa, o Banco Central Europeu (BCE) elevou em 0,25 ponto percentual suas três principais taxas de juros, em meio à pressão inflacionária associada ao conflito no Oriente Médio.
Petróleo sobe com escalada do conflito entre EUA e Irã
Os preços do petróleo avançam cerca de 4%, com o mercado avaliando a possibilidade de uma guerra prolongada no Golfo Pérsico após a escalada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.
O West Texas Intermediate (WTI, referência americana de preços) sobe 3,82%, a US$ 99,72 por barril, enquanto o Brent, parâmetro internacional, avança 3,75%, a US$ 105,01.
A alta da commodity aumenta as preocupações com a inflação global e afeta o humor dos mercados. A possibilidade de o conflito se estender também mantém os investidores atentos aos impactos sobre a oferta e o transporte de petróleo na região.
EUA caem após alta dos juros dos Treasuries
Os índices acionários americanos abriram em queda, com o Dow Jones recuando 0,4%, enquanto o S&P 500 cai 0,6% e o Nasdaq perde 0,9%. O movimento ocorre após a alta dos rendimentos dos tesouros públicos dos EUA (Treasuries) na véspera.
A taxa da Treasury de dez anos chegou a 4,857%, maior nível desde novembro de 2023, depois que o Departamento do Tesouro anunciou que vai triplicar as operações de recompra de títulos de dívida de prazo mais longo, para US$ 6 bilhões.
As ações da Apple, por sua vez, sobem 0,75%, após a companhia anunciar novos modelos de iPhone na quarta-feira, 9.
Bolsas da Europa operam em baixa hoje
Os principais índices europeus operam em queda, acompanhando a cautela dos mercados globais diante da alta do petróleo e das preocupações com inflação. O Stoxx 600 recua 0,58%, enquanto o DAX, de Frankfurt, cai 0,63%.
O FTSE 100, de Londres, perde 0,38%, e o CAC 40, de Paris, recua 0,39%. Em Milão, o FTSE MIB cai 0,13%.
O setor de energia é uma exceção e avança no início do pregão, beneficiado pela valorização do petróleo. Na ponta negativa, varejo, viagens e lazer e bancos estão entre os setores que mais recuam.
Bolsas da Ásia fecham sem direção única
Os mercados asiáticos terminaram o pregão sem direção única. O Nikkei 225, do Japão, caiu 0,19%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,40%. Na Austrália, o S&P/ASX 200 recuou 0,11%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,26% na última hora de negociação, enquanto o CSI 300, da China continental, subiu 0,30%.
