Ibovespa sobe 1% com IPCA-15 mais fraco e expectativa de corte na Selic; 5 coisas para saber antes de investir hoje (28)
O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta terça-feira (28) em alta, impulsionado pelo otimismo no curto prazo com os dados de inflação mais benignos, o que corrobora a expectativa de um corte na taxa Selic pelo Banco Central. Nos mercados internacionais, avalia o analista da Empiricus Research Matheus Spiess, o sentimento é misto diante dos […]

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta terça-feira (28) em alta, impulsionado pelo otimismo no curto prazo com os dados de inflação mais benignos, o que corrobora a expectativa de um corte na taxa Selic pelo Banco Central.
Nos mercados internacionais, avalia o analista da Empiricus Research Matheus Spiess, o sentimento é misto diante dos riscos ponderados pelos investidores da concorrência chinesa às grandes empresas de tecnologia. Segundo Spiess, o movimento é de cautela em relação à tese de investimentos em inteligência artificial (IA).
Além disso, Spiess considera que, no mercado doméstico, a desaceleração mais intensa do que o esperado da prévia da inflação de julho tira a pressão do Banco Central na próxima decisão de política monetária, prevista para a próxima semana.
Por volta de 10h11 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 1,61%, aos 178.165,68 pontos.
O dólar à vista opera em alta ante o real, enquanto o desempenho da moeda é estável no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1172 (+0,10%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, operava estável (0,00%), aos 101.535 pontos,
- Day Trade: Day trade: Compre Embraer (EMBJ3) e venda CPFL (CPFE3) para ganhar até 1,43% hoje (28), segundo a Ágora
- Radar do Mercado: Petrobras (PETR4), TIM (TIMS3), Sabesp (SBSP3) e EMAE (EMAE3) e outros destaques desta terça-feira (28)
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta terça-feira (28)
1 – IPCA-15
A prévia de inflação de julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), registrou alta menos intensa do que a prevista pelo mercado, de 0,21%, segundo o Projeções Broadcast.
A prévia da inflação desacelerou de 0,41% em junho para 0,06% em julho. No acumulado em 12 meses, o índice arrefeceu de 4,80% antes para 4,52% neste mês, ainda ligeiramente acima do teto da meta inflacionária do Banco Central (BC).
O grupo de alimentação registrou deflação, com a sazonalidade de alimentos in natura e contribuição também de carnes, o que aliviou o índice no mês.
Na avaliação do economista Rafael Rondinelli, da MAG Investimentos, o dado de hoje reforça a visão de um corte de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião da próxima semana do Banco Central.
Na margem, os grupos de serviços e serviços subjacentes ainda registraram aceleração. No entanto, a média dos cinco núcleos de inflação registrou desaceleração relevante, de 0,34% para 0,21%, segundo o economista, enquanto o índice de difusão geral passou de 60,2% em junho para 48,2% em julho.
“Apesar do resultado mais benigno, o IPCA-15 de julho não altera a nossa visão de cenário inflacionário pressionado”, afirma Rondinelli.
2 – Setor externo
O Brasil registrou déficit em transações ligeiramente abaixo do esperado em junho, com o investimento direto no país superando as expectativas, informou o Banco Central nesta terça-feira.
Em junho, o saldo negativo em transações correntes somou US$ 2,33 bilhões, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de US$ 2,45 bilhões no mês passado. No mesmo período do ano anterior houve rombo de US$ 5,177 bilhões
No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 9,075 bilhões, acima dos US$ 5,0 bilhões projetados na pesquisa e contra US$ 3,068 bilhões em junho de 2025.
3 – Crise diplomática
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu com uma brincadeira ao ser questionado sobre a recente crise diplomática com a Argentina, deflagrada após ataques diretos do presidente argentino, Javier Milei, ao brasileiro.
“Quem é esse cara?”, disse Lula em tom descontraído no Palácio do Itamaraty, ao ser questionado por jornalistas sobre “essa história do Milei”. Lula encontrava-se no palácio para agenda oficial com o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung.
Encarados como uma afronta pelo governo brasileiro, as críticas de Milei foram realizadas durante a formalização da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula na corrida presidencial.
No evento, o argentino citou Lula por diversas vezes, chamando-o de presidiário, e referiu-se ao governo brasileiro como “socialistas ladrões”. Milei aproveitou ainda para atacar também o Judiciário brasileiro.
4 – Fed
Nesta terça-feira, começa o primeiro dia da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Já na quarta-feira (29), o BC divulga o resultado da decisão sobre política monetária, às 15h (horário de Brasília).
A despeito da melhora nos últimos dados inflacionários dos Estados Unidos em junho, o banco central norte-americano deve seguir atento para o conflito no Oriente Médio.
Por ora, a expectativa majoritária do mercado é de manutenção da taxa de juros no intervalo de 3,50% a 3,75% (66,3%). No entanto, para setembro, a aposta é de elevação nos juros norte-americanos (80,9%).
Além disso, o mercado deve avaliar se há mudanças ou não na forma de comunicação do Fed, como anteriormente sinalizado pelo novo presidente do BC dos EUA, Kevin Warsh.
5 – Trégua no Oriente Médio
Na geopolítica, o foco continua no conflito no Oriente Médio, com a trégua entre Estados Unidos e Irã. O presidente norte-americano, Donald Trump, já sinalizou que caso as negociações diplomáticas não avancem, os ataques ao país persa serão retomados.
Segundo uma fonte informou à Reuters, Omã apresentou ao Irã uma proposta para a criação de um mecanismo regional conjunto para a gestão do Estreito de Ormuz, com taxas voluntárias. Pela proposta, Teerã não exerceria o controle exclusivo da via navegável vital.
De acordo com dados de navegação da Kpler, o número de navios que passaram pelo Estreito de Bab el-Mandeb subiu para 28 na segunda-feira (27), a maior marca em quatro dias, mas ainda abaixo do pico mensal.
Hoje, o presidente dos EUA se reúne com o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que busca o apoio de Trump para ser reeleito, além do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Por volta de 10h13 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para outubro caíam 1,98%, a US$ 84,17 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro tinham recuo de 1,59%, a US$ 81,30 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
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*Com informações de Reuters
