Ibovespa sobe 1,4% no dia e acumula alta de 5% em setembro; dólar cai para R$ 5,17
Bolsa brasileira descola do mercado americano em dia de novas pesquisas eleitorais e dado de inflação nos EUA

O Ibovespa ganhou tração nos negócios desta quarta-feira, 30, e teve, em setembro, seu segundo melhor mês no ano. Praticamente todos papéis de maior peso do índice avançaram nos negócios de hoje, com destaque para os bancos, que já haviam dado impulso ao benchmark na véspera. O Ibovespa termina o terceiro trimestre aos 186.340 pontos, com uma alta diária de 1,37%. No mês, o índice avançou 5,03%.
Mas a maior alta do índice foi Magazine Luiza (MGLU3), que subiu 12,52%. O papel passou por um revés em setembro, acumulando alta de mais de xx% no período. O mês foi marcado por uma parceria estratégica da varejista com o Mercado Livre. Parte de um setor sensível a queda de juros, a companhia também é apontada com uma das que mais podem sair beneficiadas pelo fim das bets no Brasil.
O mercado segue operando sob um pano de fundo político. As últimas pesquisas eleitorais mostram o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL) em empate técnico. Lula confirmou que não participará do debate da TV Globo nesta quinta-feira, 1. No mesmo horário, dará entrevista ao podcast Flow, com transmissão pelo Youtube.
O dólar comercial recuou 0,81%, e fechou em R$ 5,17. No mês, a moeda americana registrou recuo de 0,11%.
Nos Estados Unidos, o dado que estimulou o apetite ao risco foi a desaceleração da inflação medida pelo PCE, considerado o indicador de preço favorito do Federal Reserve, o Banco Central americano. O indicador avançou 0,3% na comparação com julho, em linha com a projeção de alta de 0,3%, segundo economistas consultados pelo The Wall Street Journal.
Em 12 meses, o PCE acumulou 3,4%, abaixo da expectativa de 3,7%, mesmo patamar registrado em julho.
O dado deu impulso às bolsas americanas por um momento, mas os índices perderam força e inverteram sinal. O S&P 500 fechou em queda de 0,25%%, enquanto o índice Nasdaq subiu 24%. Por outro lado, o Dow Jones caiu 0,86%. Apesar do PCE abaixo do esperado, o rendimento dos títulos do Tesouro americano continuam em patamares historicamente elevados, sinalizando que o mercado não vê alívio nos juros do país.
O preço do barril do petróleo voltou a subir no mercado internacional, com a continuidade de tensões entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção global da commodity. O Brent avançou 0,92% cotado a US$ 103,53. O barril do WTI fechou em alta de 1,16%, a US$ 90,42.
