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31/07/2026
4 min

Ibovespa sobe 3,47% em julho e tem melhor mês desde fevereiro

O principal destaque positivo do pregão foi o Santander Brasil (SANB11), que disparou 13,35%

Ibovespa sobe 3,47% em julho e tem melhor mês desde fevereiro

O Ibovespa encerrou a sessão desta sexta-feira, 31, em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos, após um pregão marcado por uma falha técnica inédita na B3, que atrasou o início das negociações em pouco mais de duas horas.

Apesar do problema operacional, o índice acompanhou o bom desempenho das bolsas americanas e encerrou julho com valorização de 3,47%, o melhor resultado mensal desde fevereiro. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou alta de 2,27% e, no ano, avança 10,47%.

O atraso reduziu significativamente o volume financeiro negociado, que somou R$ 18 bilhões, abaixo da média diária observada pelo mercado.

Entre as ações de maior peso do índice, a Petrobras (PETR4) fechou em alta de 1,35% e a Petrobras (PETR3) avançou 1,01%, acompanhando a valorização do petróleo no mercado internacional. Já a Vale (VALE3) terminou o dia com alta de 0,25%, um dia após divulgar seu balanço do segundo trimestre, apesar da queda dos preços do minério de ferro.

O principal destaque positivo do pregão foi o Santander Brasil (SANB11), que disparou 13,35% após anunciar uma oferta pública de permuta de suas units por BDRs da controladora espanhola, mantendo, no entanto, a listagem da subsidiária brasileira na B3.

Entre os demais bancos, Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,76%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 0,35%, BTG Pactual (BPAC11) ganhou 0,32% e Bradesco (BBDC4) teve alta de 0,22%.

Entre as maiores altas do índice também apareceram Azzas (AZZA3), com valorização de 3,53%, e Hapvida (HAPV3), que avançou 2,45%. Na ponta negativa, Brava Energia (BRAV3) caiu 2,89%, seguida por Usiminas (USIM5), com baixa de 2,52%, e Vamos (VAMO3), que recuou 2,34%.

Para Matheus Nascimento, analista de crédito da Oby Capital, a alta acumulada do Ibovespa no mês foi impulsionada principalmente pela melhora da percepção de risco no cenário global. Segundo Nascimento, o mercado passou a avaliar que os impactos das tarifas comerciais seriam menores do que o esperado e também reagiu à evolução do conflito entre Estados Unidos e Irã.

"A percepção de risco global permitiu que o fluxo voltasse para mercados emergentes", afirma.

O analista ressalta, no entanto, que esse movimento não representa uma compra estrutural de Brasil. Na avaliação dele, a bolsa negociou volumes abaixo da média histórica em julho, o que ampliou os movimentos de alta. "Foi muito mais uma realocação de fluxo para emergentes do que uma tese específica de compra de Brasil", diz.

Pane na B3 prejudica a confiança no mercado brasileiro

Sobre a falha que atrasou a abertura do pregão, Nascimento avalia que o principal impacto foi reputacional. "O problema é a quebra de confiança. Esse tipo de episódio reforça a percepção de risco e pode fortalecer a discussão sobre o surgimento de concorrentes para a B3", afirma.

Na avaliação de Danilo Coelho, economista e especialista em investimentos, o atraso teve origem em um problema operacional relacionado ao processamento de arquivos necessários para a abertura do mercado. "Esse tipo de falha mina a confiança dos investidores. Além disso, o represamento das ordens tende a aumentar a volatilidade quando o pregão é finalmente aberto", diz.

Bolsas em NY sobem embaladas por Amazon

Nos Estados Unidos, os principais índices também fecharam em alta, impulsionados pela repercussão dos balanços corporativos das gigantes de tecnologia e pelo apetite por ativos de risco.

Como destaques ficaram as ações da Amazon (+15,32%) e Chevron (2,35%). Ações de tecnologia também subiram forte, como Alphabet (+6,73%) e Microsoft (+3,02%). Na contramão, Apple caiu 7,35% após a fabricante do iphone apresentar projeções aquém da expectativa, apesar do balanço dentro do esperado.

Diante desse impulso, o Dow Jones subiu 0,53%, para 52.485,03 pontos. O S&P500 ganhou 0,70%, para 7.489,72 pontos. E o Nasdaq avançou 1,00%, para 25.373,85 pontos. No acumulado da semana, os índices subiram 1,10%, 1,05% e 1,82%, respectivamente. No mês, o Dow subiu 0,39%, enquanto o S&P500 caiu 0,13% e o Nasdaq perdeu 1,98%. 
AutorClara Assunção
FonteExame
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