Ibovespa sobe com bancos em dia de apetite por risco global; dólar cai a R$ 5,10
Os contratos futuros de petróleo despencaram nesta segunda, engatando a quarta sessão consecutiva de perdas, com o WTI voltando a ficar abaixo do patamar simbólico de US$ 100 o barril

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, 21, acompanhando o bom humor dos mercados internacionais. O principal índice acionário da B3 encerrou o pregão aos 186.595,60 pontos, com alta de 0,74%, após oscilar entre 185.246,81 e 187.434,25 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,4 bilhões.
O avanço foi sustentado principalmente pelo desempenho das ações dos bancos, em um dia de maior apetite por risco nos mercados globais. Entre os principais papéis, BTG Pactual (BPAC11) subiu 3,42%, Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,77%, Santander Brasil (SANB11) ganhou 1,53% e Bradesco (BBDC4) subiu 0,94%. A exceção entre os grandes bancos foi o Banco do Brasil (BBAS3), que caiu 0,91%.
Entre as empresas de maior peso no índice, Vale (VALE3) caiu 1,12%, apesar da leve alta de 0,14% do minério de ferro. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) caíram 0,99%, enquanto as preferenciais (PETR4) recuaram 1,03%, acompanhando a forte queda do petróleo no exterior.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Hapvida (HAPV3) subiu 8,05%, seguida por C&A (CEAB3), com alta de 6,60%, e CSN (CSNA3), que avançou 6,50%. Na ponta negativa, Prio (PRIO3) caiu 3,46%, Tenda (TEND3) recuou 2,92% e BB Seguridade (BBSE3) caiu 2,55%.
Dólar cai diante do real
O dólar recuou diante do real nesta segunda-feira, em um ambiente de maior apetite por risco global. Investidores mantiveram o otimismo em relação ao “trade” eleitoral enquanto aguardam novas pesquisas, que podem mostrar os impactos da crise no STF sobre a corrida ao Planalto.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,70%, a R$ 5,108, após oscilar entre R$ 5,103 e R$ 5,138.
A moeda americana também foi pressionada pelo ambiente externo mais favorável aos ativos de risco, em meio à forte queda dos preços do petróleo e aoavanço das bolsas de Nova York.
Petróleo desaba e WTI fica abaixo de US$ 100
Os contratos futuros de petróleo despencaram nesta segunda, engatando a quarta sessão consecutiva de perdas, com o WTI voltando a ficar abaixo do patamar simbólico de US$ 100 o barril. O Brent também ficou perto de repetir o movimento.
A queda ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer à Fox News que provavelmente estaria aberto a se reunir com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, durante a Assembleia Geral da ONU. Trump também desistiu — pelo menos por enquanto — de bombardear os militantes houthis aliados do Irã, apesar dos apelos da Arábia Saudita, segundo fontes do The New York Times.
Em paralelo, as exportações de petróleo bruto do Oriente Médio mostraram-se resilientes após os sauditas interromperem a operação de seu importante oleoduto leste-oeste devido a ataques, segundo analistas do JP Morgan. O fluxo total de petróleo teve média diária de 17 milhões de barris nos últimos dez dias, volume 6 milhões de barris por dia inferior à média de 2025, calcula a instituição.
No fechamento, o contrato do Brent para novembro caiu 3,40%, a US$ 100,34 por barril na ICE, enquanto o WTI para outubro despencou 4,51%, cotado a US$ 95,78 por barril na Nymex.Bolsas de Nova York fecham em alta com petróleo em queda
As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, em um ambiente de maior apetite por risco, favorecido principalmente pela forte queda dos preços do petróleo.
O Dow Jones subiu 0,71%, aos 52.048,83 pontos. O S&P 500 avançou 1,49%, aos 7.764,70 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 2,26%, aos 27.122,09 pontos.A queda do petróleo ajudou a aliviar as preocupações com os impactos da crise no Oriente Médio sobre a inflação, enquanto os investidores acompanharam as perspectivas para os mercados globais após as decisões recentes dos bancos centrais.
