Ibovespa sobe com inflação menor nos EUA; dólar cai 1,05% e fecha a R$ 5,07

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira, 14, em alta, recuperando parte das perdas da sessão anterior, em um movimento sustentado pelo alívio no cenário externo após a divulgação de dados de inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos abaixo das expectativas do mercado. A leitura favoreceu ativos de risco e pressionou o dólar.
O principal índice da B3 fechou em alta de 0,51%, aos 176.641 pontos, com giro financeiro de R$ 21,9 bilhões. No mercado de câmbio, o dólar à vista registrou forte queda de 1,05%, encerrando cotado a R$ 5,078, após oscilar entre R$ 5,065 e R$ 5,127 ao longo do pregão.
Entre as blue chips, a Vale (VALE3) foi um dos principais destaques positivos do dia, avançando 1,55%, acompanhando a alta de 1,81% do minério de ferro no mercado internacional. A mineradora também informou que avalia novas oportunidades de investimento alinhadas às suas prioridades estratégicas.
Já a Petrobras, que começou o dia em alta, virou para queda. As ações preferenciais (PETR4) recuaram 0,25%, enquanto as ordinárias (PETR3) caíram 0,74%, refletindo realização de lucros mesmo com o petróleo ainda em patamares elevados.
Entre os bancos, o comportamento também foi dividido. Banco do Brasil (BBAS3) subiu 1,53% e as units do BTG Pactual (BPAC11) avançaram 0,73%. Em contrapartida, Bradesco (BBDC4) caiu 0,80%, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) encerrou praticamente estável.
No índice, a maior alta do dia ficou com Hapvida (HAPV3), que disparou 6,50%, seguida por Brava Energia (BRAV3), com ganho de 6,28%, e Vamos (VAMO3), que avançou 4,64%.
Na ponta negativa, CSN Mineração (CMIN3) liderou as perdas ao recuar 6,42%, devolvendo parte dos ganhos da sessão anterior. Ultrapar (UGPA3) também figurou entre as maiores quedas, com baixa próxima de 3%.
O movimento foi impulsionado pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que caiu 0,4% em junho na comparação mensal, superando a expectativa de queda de 0,1%. Já o núcleo da inflação permaneceu estável, contrariando a projeção de alta de 0,2%.
Os números reforçaram a percepção de que o Federal Reserve não precisará elevar os juros nos próximos meses, reduzindo a pressão sobre os ativos de risco e fortalecendo moedas de países emergentes, como o real.
Bolsas em NY avançam, mas queda histórica da IBM limita o Dow Jones
Os principais índices de Wall Street encerraram o dia em alta, impulsionados pela surpresa positiva com a inflação americana e pela repercussão dos balanços dos grandes bancos dos Estados Unidos.
O Goldman Sachs avançou 9,00% e o JPMorgan Chase subiu 2,50% após divulgarem resultados trimestrais acima das expectativas. Na direção oposta, o Citigroup recuou 5,29% após a divulgação de seu balanço.
O destaque negativo do dia ficou com a IBM, que despencou 25,21% após apresentar uma prévia de resultados com receita abaixo das estimativas dos analistas, movimento que limitou os ganhos do Dow Jones.
Com isso, o Dow Jones encerrou praticamente estável, com alta de 0,02%, aos 52.508,27 pontos. O S&P 500 avançou 0,38%, para 7.543,59 pontos, enquanto o Nasdaq subiu 0,90%, encerrando aos 26.107,01 pontos.
