Ibovespa sobe com últimas pesquisas antes das eleições; dólar segue abaixo de R$ 5,20
No exterior, Wall Street segue abalada com alta do petróleo juros dos 'treasuries' em patamares históricos

Há três dias das eleições, o Ibovespa abriu a sessão desta quinta-feira, 1º, em alta, ensaiando dar continuidade ao desempenho de setembro. O índice subiu mais de 5% no período, seu segundo melhor mês do ano, tendo como pano de fundo o cenário político no Brasil e os entraves à política monetária nos Estados Unidos.
Por volta das 11h (horário de Brasília), o Ibovespa subia 0,35%, aos 186.997 pontos. Entre as ações de maior peso, Petrobras (PETR3;PETR4) tinha destaque de alta, com o preço do barril do petróleo no mercado internacional voltando a subir. Por outro lado, as ações da Vale recuavam, fazendo pressão negativa no índice. A maior alta da carteira nesta manhã é Azzas 2154, que avançava 7,7% com a notícia do Valor Econômico de que a Farm, ativo mais valioso do grupo que será desmembrado, teria recebido 15 propostas não vinculantes.
No cenário político, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem tecnicamente empatados em uma eventual disputa de segundo turno, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 1º. Flávio registra 46% das intenções de voto, ante 45% de Lula, diferença de um ponto percentual. O levantamento reforça o cenário que tem sido demonstrado em outras pesquisas recentes.
Ainda hoje, é esperado o último levantamento Datafolha antes da eleição, assim como o último debate eleitoral entre os candidatos à Presidência. Lula confirmou que não participará do debate da TV Globo hoje. No mesmo horário, dará entrevista ao podcast Flow, com transmissão pelo YouTube.
O dólar ensaia recuperação e sobe 0,3%, a R$ 5,19.
Petróleo ronda os US$ 100
O petróleo segue sustentada pelas incertezas em torno do conflito entre Estados Unidos e Irã, após um novo ataque a um navio no Estreito de Hormuz.
Segundo análise de Marianna Costa, economista da Mirae Asset, os preços também são influenciados pelas incertezas sobre a reabertura do Estreito de Hormuz e pelas possíveis restrições às exportações americanas de diesel.
“O Irã informou ter recebido uma proposta americana para a reabertura do Estreito de Hormuz, enquanto o presidente Donald Trump negou que esteja disposto a oferecer alívio de sanções em troca de compromissos iranianos. A possibilidade de restrição às exportações americanas de diesel também permanece no radar”, diz em relatório.
Treasuries mantêm pressão sobre os mercados
No exterior, os rendimentos dos títulos do Tesouro seguem em patamares historicamente alto, o que aumenta a atratividade da renda fixa e abala o apetite pelo por ações. Os índices em Wall Street operam em baixa, com o Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíndo 0,36%, 0,25% e 0,14% respectivamente.
A pressão sobre os juros longos persiste mesmo depois de o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE), principal indicador de inflação acompanhado pelo Federal Reserve, ter vindo abaixo do esperado em agosto. Após o dado, as apostas de uma alta de juros pelo Fed em outubro recuaram para cerca de 38%, ante 51% anteriormente.
O mercado, porém, ainda vê uma probabilidade maior de uma nova alta dos juros em dezembro. O próximo teste para as apostas sobre a política monetária americana será o relatório de emprego, o Payroll, que será divulgado nesta sexta-feira, 2.
