Ibovespa supera os 170 mil pontos, apesar de Wall Street, enquanto dólar cai a R$ 5,13: o que impulsiona o mercado hoje?

O Ibovespa (IBOV) ganhou força na última hora com a melhora das ações “peso-pesado” do índice, o que sugere entrada de fluxo estrangeiro na bolsa brasileira.
Por volta de 12h07 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira subia 1,22%, aos 170.386,99 pontos. Na máxima, o IBOV alcançou os 170.602,24 pontos (+1,35%).
O movimento ocorre com o ganho de força de Vale (VALE3), que avançava quase 1%, e Itaú (ITUB4), que registrava ganhos de 2%. Além disso, a ação preferencial da Petrobras, PETR4, tinha ligeira alta de 0,2%, destoando do recuo do petróleo Brent.
A melhora no cenário geopolítico, com avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, ainda é avaliada pelos investidores.
De acordo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, as negociações com autoridades iranianas na Suíça estabeleceram uma “boa base” para um acordo de paz definitivo, apesar das tensões em torno do Estreito de Ormuz e do Líbano.
As duas partes concordaram com um roteiro para um acordo permanente a ser alcançado em até 60 dias durante as negociações no resort de montanha suíço de Buergenstock, de propriedade do Catar, informaram os mediadores Paquistão e Catar.
Os índices de Wall Street, por outro lado, operam sem direção única com a forte queda das big techs pesando no S&P 500 e Nasdaq. Por volta de 12h30 (horário de Brasília), o S&P 500 recuava 0,36%, aos 7.474,73 pontos; Dow Jones tinha alta de 0,28%, aos 51.708,52 pontos, e o Nasdaq tinha perda de 1,06%, aos 26.238,137 pontos.
E o dólar?
O dólar opera próximo à estabilidade ante as moedas globais, como euro e libra. Por volta de 12h33, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,03%, no nível de 100 pontos.
Já na comparação com o real, o dólar destoa do movimento do DXY e voltou a casa de R$ 5,13 com a apetite por risco e movimento de correção após valorização de 2% da divisa ante a moeda brasileira.
No mesmo horário, o dólar operava a R$ 5,1301, com baixa de 0,66%.
Petróleo em forte queda
O avanço nas negociações entre EUA e Irã, além da liberação pelo Tesouro norte-americano da comercialização do petróleo iraniano por 60 dias, contribuiu para a queda na cotação do petróleo.
Por volta de 12h37 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do Brent, referência para o mercado internacional, para julho caíam 3,59%, a US$ 77,18 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho tinham recuo de 1,15%, a US$ 74,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, no mesmo horário.
