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InvestMercadosACS
30/10/2026
5 min

Ibovespa tem 5º dia seguido de queda e dólar oscila acima de R$ 5,40

Bolsa cai com bancos e ações domésticas em baixa, enquanto dólar volta a subir forte

Ibovespa tem 5º dia seguido de queda e dólar oscila acima de R$ 5,40

O Ibovespa opera em queda nesta sexta-feira, 30, pressionado por bancos e ações ligadas à economia doméstica, enquanto o dólar volta a subir pela segunda sessão consecutiva. A Petrobras avança com a alta do petróleo, assim como a Vale, o que ajuda a limitar uma perda maior, embora o ambiente siga negativo diante das dúvidas fiscais no Brasil e da queda de Wall Street.

Por volta das 11h10 (horário de Brasília), o principal índice da B3 recuava 0,51%, aos 168.320 pontos. O dólar comercial subia 0,64%, negociado a R$ 5,421. O movimento prolonga a forte reprecificação dos ativos brasileiros após a eleição.

A Vale (VALE3) registra alta de 2%, mesmo após divulgar lucro de US$ 1,26 bilhão no terceiro trimestre, queda de 53% em um ano, com o minério mais barato pressionando o resultado da empresa.

Na mesma direção, os papéis da Petrobras acompanham a valorização do petróleo. O preferencial (PETR4) sobe 1,67% e ordinário (PETR3) avança 1,41%, enquanto Prio (PRIO3) ganha 1,23% e Brava Energia (BRAV3) sobe 1,85%.

Já os bancos figuram entre as principais pressões do pregão. O BTG Pactual (BPAC11, do mesmo grupo controlador da EXAME) cai 3,66%, o Itaú (ITUB4) também recua 1,59%, assim como o Bradesco (BBDC4), que perde 1,77%, e o Banco do Brasil (BBAS3), cede 1,76%. B3 (B3SA3) também cai forte, com baixa de 3,80%.

A Usiminas (USIM5) lidera as quedas do índice, com recuo de 7,50%, após divulgar mais cedo resultados abaixo do esperado no terceiro trimestre deste ano. A empresa apresentou lucro líquido de R$ 243 milhões no terceiro trimestre de 2026 (3T26), revertendo prejuízo de R$ 3,5 bilhões apurado em igual período de 2025, mas disse esperar pressão contínua nos custos de vendas, principalmente naqueles associados a matérias-primas, insumos e energia.

Também aparecem entre as maiores baixas C&A (CEAB3), com 4,22%; Cogna (COGN3), com 3,73%; BTG e Lojas Renner (LREN3), com 3,62%.

Desemprego, contas públicas e dados externos entram no radar

No Brasil, taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, ante 5,4% no segundo trimestre, ficando em linha com a expectativa do mercado e no menor nível para um terceiro trimestre desde o início da série histórica, em 2012.

Nas contas públicas, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro, abaixo do déficit de R$ 17,5 bilhões observado no mesmo mês de 2025. A dívida bruta permaneceu em 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto os juros nominais acumulados em 12 meses chegaram a 8,99% do PIB.

No exterior, a economia da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre, acima da expectativa de 0,2%, embora abaixo dos 0,6% registrados nos três meses anteriores. A Alemanha cresceu 0,2%, Espanha e Holanda avançaram 0,6%, a Itália ficou estagnada e a França contraiu 0,1%.

Nos Estados Unidos, o índice de custo do emprego avançou 0,8% no terceiro trimestre, desacelerando em relação à alta de 0,9% registrada no período anterior. Em 12 meses, os custos de remuneração cresceram 3,4%, dado acompanhado pelo Federal Reserve (Fed) na avaliação da inflação.

No Japão, o Banco do Japão manteve a taxa de juros em 1,25%, preservando o nível definido na reunião anterior. A autoridade monetária segue avaliando a evolução da inflação e da atividade antes dos próximos passos da política monetária.

Petróleo sobe quase 2% com tensão no Estreito de Ormuz

Os preços do petróleo avançam nessa sexta-feira, com o mercado novamente atento aos riscos de oferta no Oriente Médio. O parâmetro global de preços Brent subia 1,96%, a US$ 117,13 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI, referência americana) avançava 1,87%, a US$ 103,91.

A alta ganhou força depois que um petroleiro foi atingido por minas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. O episódio aumentou as preocupações com possíveis interrupções no fluxo de cargas pela região e colocou o Brent a caminho do quarto mês consecutivo de valorização.

Wall Street cai com tecnologia sob forte pressão

O ambiente externo também pesa sobre o Ibovespa. O Dow Jones recuava 0,40%, o S&P 500 caía 1,19% e o Nasdaq perdia 2,24%. O Nasdaq 100 recuava 2,62%. O setor de tecnologia segue pressionado após novos balanços e dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos em inteligência artificial.

A EXAME mostrou como a Amazon apresentou margem recorde, mas decepcionou no lucro.

Bolsas da Europa operam em queda

Na Europa, o Stoxx 600 cai 0,34% e o DAX, de Frankfurt, recua 0,77%. O FTSE MIB, de Milão, perde 0,87%, enquanto o FTSE 100, de Londres, fica praticamente estável. O CAC 40, de Paris, avança 0,11%.

Bolsas da Ásia fecham mistas

Na Ásia, o Nikkei 225 fechou em queda de 2,12% e o índice de Xangai perdeu 1,44%. Em sentido contrário, o Hang Seng avançou 1,46%, enquanto o Nifty 50 subiu 0,51% e o S&P ASX 200 ganhou 0,18%.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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