Ibovespa tem 6ª queda seguida com piora do cenário doméstico; dólar fecha na maior cotação do ano
Na sexta sessão de perdas consecutivas, o Ibovespa (IBOV) continuou pressionado pela deterioração das expectativas sobre o cenário doméstico. Nesta terça-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos. O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4872, com alta de 0,79%, no nível mais […]

Na sexta sessão de perdas consecutivas, o Ibovespa (IBOV) continuou pressionado pela deterioração das expectativas sobre o cenário doméstico.
Nesta terça-feira (3), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos.
O dólar à vista encerrou o dia a R$ 5,4872, com alta de 0,79%, no nível mais alto desde 30 de dezembro de 2025.
Por aqui, o Relatório Focus mostrou uma piora das perspectivas econômicas, somada às incertezas sobre a condução da política fiscal e monetária no próximo governo Lula. Os economistas consultados pelo Banco Central aumentaram a projeção do IPCA de 5,19% para 5,22% para 2026 e de 2027, de 4,34% para 4,76%.
As estimativas para a Selic também avançaram, reforçando a percepção de que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo. “Esse cenário elevou os prêmios de risco”, afirma Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.
Hoje também foi o primeiro dia de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de manutenção da Selic em 13,75% ao ano, interrompendo a sequência de cortes nos juros iniciada em março.
Altas e quedas do Ibovespa
As blue chips, por sua vez, voltaram ao vermelho e pressionaram o Ibovespa, em sessão marcada pela piora do apetite local.
Vale (VALE3), que detém 8% de participação no índice, teve queda de 2,85% (R$ 60,25), acompanhando o desempenho do minério de ferro na China e a pressão sobre a demanda. O contrato mais líquido da commodity, para janeiro, caiu 0,74%, a US$ 100,57 por tonelada na Bolsa de Dalian.
Já as ações da Petrobras(PETR4;PETR3), que juntas representam cerca de 13,5% do índice, também terminaram o dia no negativo, na esteira dos preços do petróleo. PETR3 teve perda de 3,65% (R$ 57,82) e PETR4 recuou 3,79% (R$ 50,71).
Ainda entre os ‘pesos-pesados’, os bancos caíram em bloco, diante das incertezas domésticas e expectativa pelo balanço do terceiro trimestre do Itaú (ITUB4). O Índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações do setor bancário, teve queda de 0,74%.
Apesar da queda das blue chips, a ponta negativa foi liderada por Cogna (COGN3), que recuou 12,66% (R$ 1,38). Segundo operadores do mercado, os papéis foram pressionados pelo rebaixamento da recomendação das ações de neutra para venda pelo Citi.
A ponta positiva, por sua vez, foi encabeçada por Natura (NATU3), com alta de 4,32% (R$ 5,07). O destaque, porém, foi Embraer (EMBJ3), que subiu 4,24% (R$ 103,84), impulsionado pela valorização do dólar e encomenda de novos pedidos de aeronaves pela força militar da Grécia.
Exterior
Os índices de Wall Street encerraram a sessão sem direção única, com recuo das ações da Apple e eleições de meio de mandato no centro das atenções.
Confira o fechamento:
- Dow Jones: -0,38%, aos 51.786,86 pontos;
- S&P 500: +0,36%, aos 7.568,92 pontos;
- Nasdaq: +0,83%, aos 25.372,009 pontos.
