Ibovespa tem duplo recorde aos 209 mil pontos e avança quase 9% na semana após 1º turno; dólar cai e fica abaixo de R$ 5
O Ibovespa (IBOV) estendeu os ganhos da véspera com o ‘trade Flávio’ e melhora do humor externo, renovando as máximas históricas. Nesta sexta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,38%, aos 209.066,90 pontos, em novo recorde nominal de fechamento. Durante o pregão, o IBOV também renovou máxima histórica […]

O Ibovespa (IBOV) estendeu os ganhos da véspera com o ‘trade Flávio’ e melhora do humor externo, renovando as máximas históricas.
Nesta sexta-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,38%, aos 209.066,90 pontos, em novo recorde nominal de fechamento. Durante o pregão, oIBOV também renovou máxima histórica aos 209.713,45 pontos (+1,69%).
Na semana, o índice acumulou valorização de 8,82%, melhor desempenho semanal desde março de 2020.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 4,9851, com queda de 0,78%. No acumulado dos últimos cinco dias, a moeda recuou 4,44% ante o real.
Por aqui, o ‘trade eleitoral’ continuou a ditar o ritmo dos ativos locais com novas pesquisas confirmando o favoritismo de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência no segundo turno.
Ontem (8), no início da noite, Flávioapareceu na liderança, com 49%, contra 45% do presidente Lula, na primeira pesquisa do Instituto Datafolha para o segundo turno das eleições presidenciais. O cenário é de empate técnico no limite da margem de erro de 2 pontos porcentuais.
Já a AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta manhã, também mostrou o senador na liderança, com 51,1%, contra 45,7% de Lula.
Dados de inflação ficaram em segundo plano. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,82% em setembro, acima da expectativa do mercado e após um recuo de 0,32% no mês anterior.
No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,58% — acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Altas e quedas do Ibovespa
A forte valorização do Ibovespa também foi patrocinada pelas blue chips. A Petrobras(PETR4;PETR3), cujas as ações representam cerca de 13,5% do índice, acompanharam o desempenho positivo do petróleo. PETR3 subiu 1,82% (R$ 63,06) e PETR4 avançou 0,94% (R$ 56,00).
O setor de bancos também fechou em tom positivo: o Índice Financeiro (IFNC) fechou com alta de 2,22%, puxado por Bradesco PN (BBDC4) após o UBS BB elevar o preço-alvo das ações.
Já Vale (VALE3), que detém 8% de participação do índice, subiu 0,38% (R$ 67,90), e interrompeu a sequência de cinco quedas consecutivas.
Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por MRV (MRVE3),com disparada de 21,62% (R$ 7,82) após prévia operacional. Já a ponta negativa foi encabeçada por Telefônica Vivo (VIVT3), que recuou 5,25% (R$ 30,35).
Exterior
Os índices de Wall Street terminaram o pregão desta sexta-feira (9) em alta, impulsionados pelo setor de tecnologia, em uma semana marcada por volatilidade pelos disparada dos rendimentos dos títulos do Tesouro e preços do petróleo acima de US$ 100 por barril.
Confira o fechamento:
- Dow Jones: +0,83%, aos 51.654,95 pontos;
- S&P 500: +0,59%, aos 7.811,54 pontos;
- Nasdaq: +0,64%, aos 27.366,17pontos.
