Ibovespa tem leve alta com pausa na Selic; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)
O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quinta-feira (5) em leve alta, acompanhado o apetite a risco externo e a decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano. Por volta de 10h15 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha ganho de 0,25%, aos 167.989.45 pontos. Já o dólar à […]

O Ibovespa (IBOV) inicia o pregão desta quinta-feira (5) em leve alta, acompanhado o apetite a risco externo e a decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano.
Por volta de 10h15 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira tinha ganho de 0,25%, aos 167.989.45 pontos.
Já o dólar à vista operava em queda ante o real, em meio á estabilidade da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,4467 (-0,10%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,02%, aos 101.584 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (5)
1 – Pausa na Selic
O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano, uma pausa após cinco reduções seguidas nos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime. A manutenção da taxa básica de juros já era esperada pelo mercado.
Desta vez, a decisão trouxe novidades em relação ao comunicado anterior.
No comunicado, o Copom afirmou que o ambiente externo tornou-se mais adverso com o prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio, com impactos altistas sobre o preço do petróleo e derivados, e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas.
No cenário doméstico, o colegiado também destaca que a inflação cheia e a média de medidas subjacentes aceleraram em relação ao cenário da última decisão e passaram a situar acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta.
2 – Produção industrial
A indústria brasileira marcou o segundo mês seguido de retração da produção em setembro, com queda maior do que a esperada por economistas, em meio a um processo de arrefecimento da economia.
A produção industrial teve em setembro queda de 0,8% em comparação com o mês anterior, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expectativa em pesquisa da Reuters com analistas era de retração de 0,2% no dado mensal.
Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve recuo de 2,5% na produção industrial, contra expectativa de queda de 1,7%.
3 – De olho no fiscal
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai fazer um pronunciamento televisionado no domingo (8) para reafirmar seu compromisso com a disciplina orçamentária, mas sem fornecer detalhes sobre as políticas, afirmaram fontes à Reuters.
Falando sob condição de anonimato, uma das fontes disse que o discurso não chegaria a anunciar medidas específicas, mas, em vez disso, apresentaria as prioridades econômicas e outras do presidente Lula para seu novo mandato, que começa em janeiro.
4 – Petróleo ganha força
Nesta manhã, os preços do petróleo operam em alta com incertezas sobre o futuro da guerra entre EUA e Irã, após a vitória democrata no Congresso norte-americano. Na véspera, o Brent encerrou com queda de quase 9%.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro subia 2,26%, a US$ 96,80 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha alta de 1,44%, a US$ 89,47 o barril, no mesmo horário.
5 – Banco da Inglaterra
O Banco da Inglaterra elevou a taxa de juros pela primeira vez em mais de três anos nesta quinta-feira e alertou que pelo menos mais um aumento será provável caso o conflito entre Estados Unidos e Irã continue, ao iniciar uma trajetória que seus principais pares já trilharam.
O Comitê de Política Monetária do banco central votou por 8 a 1 a favor do aumento dos juros de 3,75% para 4%, mas, ao contrário do que indicavam as expectativas de uma pesquisa da Reuters, a dissidência não veio de um membro buscando manutenção, mas sim de um que defendia alta ainda maior.
A inflação britânica deve atingir cerca de 5% em meados do próximo ano, informou o Banco da Inglaterra, mais do que o dobro da meta do banco central e um golpe para o novo primeiro-ministro Andy Burnham, que busca aliviar as pressões sobre o custo de vida.
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*Com informações de Reuters
