Ibovespa tem leve queda com bancos pressionando e Petrobras limitando perdas
Já o o dólar à vista avançou 0,53% diante do real, a R$ 5,111, após oscilar entre R$ 5,083 e R$ 5,120

O Ibovespa fechou em baixa de 0,19% nesta segunda-feira, 10, aos 172.179,93 pontos, após oscilar entre a mínima de 171.524,22 e a máxima de 172.935,59 pontos. O volume financeiro somou R$ 17,7 bilhões, em mais um pregão de giro fraco. A bolsa ensaiou uma recuperação ao longo do dia, mas acabou cedendo diante da cautela dos investidores com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã e da disparada do petróleo.
As ações da Petrobras ajudaram a limitar a queda do índice. Os papéis ordinários (PETR3) subiran 3,06%, enquanto os preferenciais (PETR4) avançaram 3,35%. As duas ações ficaram empatadas na terceira posição entre as maiores altas do Ibovespa, acompanhando a forte valorização do petróleo.
Entre os maiores ganhos do índice, Prio (PRIO3) liderou as altas, com avanço de 6,46%, seguida por PetroReconcavo (RECV3), que subiu 5,08%. Vale (VALE3) também teve alta firme de 1,51%, apesar da queda de 0,28% do minério de ferro.
Entre os bancos, Itaú Unibanco (ITUB4) caiu 0,81%, Bradesco (BBDC4) recuou 0,75%, Banco do Brasil (BBAS3) caiu 0,10%, e Santander Brasil (SANB11) recuou 0,65%. A exceção foram as units do BTG Pactual (BPAC11), que subiram 0,35% às vésperas da divulgação do balanço de 2° trimestre nesta terça, 11.
Na ponta negativa, Cosan (CSAN3) liderou as perdas do Ibovespa, com queda de 6,27%. Yduqs (YDUQ3) caiu 5,49%, seguida por Vamos (VAMO3) com recuo de 5,19%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista avançou 0,53% diante do real, a R$ 5,111, após oscilar entre R$ 5,083 e R$ 5,120. A moeda americana acompanhou a valorização frente ao iene e a outras divisas de mercados emergentes. A disparada do petróleo também reacendeu as preocupações com o cenário inflacionário, em uma semana marcada pela divulgação do CPI nos Estados Unidos e do IPCA no Brasil.
No mercado de juros americano, a possibilidade de uma alta da taxa pelo Federal Reserve em setembro voltou a ser levemente majoritária. Segundo as apostas acompanhadas pelo mercado, a probabilidade passou para 51,7%, ante 44,4% na sexta-feira.
Petróleo dispara com aumento das tensões no Oriente Médio
Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta segunda engatando a terceira sessão consecutiva de ganhos, com o Brent se aproximando de US$ 90 por barril. A alta ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao impasse sobre o Estreito de Ormuz, que permanece praticamente fechado.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu ao pedido do Irã por compensações pelos danos causados pela guerra. Segundo Trump, na verdade, seriam os iranianos que deveriam pagar indenizações. O presidente afirmou ainda ter orientado seus representantes a incluírem essa questão nas negociações futuras.
O comentário ocorreu após o Irã condicionar a reabertura do Estreito de Ormuz ao cumprimento de uma série de exigências pelos Estados Unidos, entre elas indenizações e o fim do bloqueio aos portos do país.
No fechamento, o petróleo Brent para outubro subiu 5%, a US$ 87,72 por barril, na ICE. O WTI para setembro avançou 5,05%, a US$ 82,13 por barril, na Nymex.Bolsas em Nova York fecham no vermelho
As bolsas de Nova York encerraram a sessão desta segunda-feira em baixa, com investidores em compasso de espera pelos dados de inflação da economia americana, especialmente o CPI e o PPI, previstos para esta semana. O mercado também monitora o impasse entre Estados Unidos e Irã sobre a liberação do tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz.
Entre os destaques negativos, Intel caiu 4,04%, após anunciar um aumento de capital de US$ 15 bilhões para financiar investimentos voltados à inteligência artificial.
O Dow Jones caiu 0,11%, aos 53.975,98 pontos. O S&P 500 recuou 0,06%, aos 7.753,11 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 0,32%, aos 26.605,36 pontos.