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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
05/08/2026
3 min

Ibovespa tem leve queda com Petrobras antes do Copom; dólar fecha estável

No setor financeiro, o destaque foi o Itaú Unibanco (ITUB4), que avançou 0,67% após repercussão positiva de seus resultados trimestrais

Ibovespa tem leve queda com Petrobras antes do Copom; dólar fecha estável

O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira, 5, praticamente estável, em um dia marcado pela cautela dos investidores antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para após o fechamento do mercado. O principal índice da B3 chegou a operar em alta ao longo da sessão, mas perdeu força na reta final e fechou em leve queda de 0,09%, aos 177.726 pontos, com giro financeiro reduzido, de R$ 17 bilhões.

Além da expectativa em torno do Banco Central, o mercado acompanhou o cenário político. Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra 39% do senador Flávio Bolsonaro (PL), movimento que permaneceu no radar dos investidores.

Entre as ações de maior peso do índice, a Petrobras (PETR4) recuou 1,39% e a Petrobras (PETR3) caiu 2,08%, mesmo com o petróleo próximo da estabilidade. Já a Vale (VALE3) subiu 0,45%, acompanhando a valorização do minério de ferro.

No setor financeiro, o destaque foi o Itaú Unibanco (ITUB4), que avançou 0,67% após repercussão positiva de seus resultados trimestrais. O Santander Brasil (SANB11) subiu 1,31%, o Banco do Brasil (BBAS3) ganhou 0,29% e o BTG Pactual (BPAC11) avançou ficou estável com ligeira queda de 0,05%.

Na contramão, o Bradesco (BBDC4) recuou 0,38%, em um dia de expectativa pela divulgação de seu balanço após o fechamento do mercado.

Entre as maiores altas do pregão, a RD Saúde (RADL3) liderou, com valorização de 5,87%, após divulgar resultados trimestrais acima das expectativas.

Na sequência vieram Embraer (EMBR3), que subiu 2,76%, e Brava Energia (BRAV3), com alta de 2,64%, antes da divulgação de seu balanço. Do lado das perdas, Hapvida (HAPV3) caiu 5,43%, seguida por C&A (CEAB3), que recuou 3,81% após a divulgação de resultados, e Cosan (CSAN3), que perdeu 3,70%.

Mercado ficou em compasso de espera

Para Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, a sessão foi marcada por um movimento típico de espera antes da decisão do Copom.

"O mercado ficou em compasso de espera. A decisão de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual já está amplamente precificada. O que realmente importa agora é o tom do comunicado e se o Banco Central deixará aberta a possibilidade de novos cortes nos próximos encontros."

Segundo o economista, a bolsa foi sustentada principalmente pelo desempenho de empresas ligadas ao cenário doméstico, especialmente aquelas beneficiadas pela perspectiva de juros menores.

"O Ibovespa encontrou sustentação principalmente no Itaú, após os bons resultados, e também em empresas sensíveis à curva de juros, como RD Saúde, Santander e incorporadoras como Cyrela, Cury e Direcional. Em um dia de poucos gatilhos externos, o mercado olhou muito mais para o cenário macro brasileiro e para a composição do índice".

Impacto da escolha do vice de Flávio foi limitado

Sobre a escolha do candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, Perri afirmou que o impacto sobre os mercados foi limitado.

"O mercado esperava um nome de maior peso político. A escolha não foi vista como especialmente positiva, mas também não alterou significativamente as expectativas eleitorais. Na prática, Flávio continua sendo beneficiado muito mais pelo desgaste do adversário do que por fatores próprios".

No mercado de câmbio, o dólar à vista também teve uma sessão de pouca oscilação. Após ensaiar uma correção ao longo do dia, a moeda encerrou praticamente estável, com leve queda de 0,06%, cotada a R$ 5,128. Durante a sessão, a divisa oscilou entre R$ 5,099 e R$ 5,134.

AutorClara Assunção
FonteExame
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