Ibovespa tem nova queda com Petrobras (PETR4) e no aguardo da ‘Super Quarta’; dólar sobe a R$ 5,08

O Ibovespa (IBOV) estendeu as perdas da véspera com tombo do petróleo, novas pesquisas eleitorais e expectativa pela decisão de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Nesta terça-feira (16), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,45%, aos 169,648,47 pontos.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0867, com alta de 0,39%.
No cenário doméstico, os investidores acompanharam novas pesquisas eleitorais. A pesquisaFutura/Apex, divulgada pela manhã, mostrou Luiz Inácio Lula da Silva(PT) na liderança das intenções de voto para presidente da República nas eleições 2026 , com 41,6%, no principal cenário de primeiro turno e Flávio Bolsonaro(PL-RJ) aparece em segundo com 34,1%.
Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou 0,9 ponto porcentual e o senador perdeu 1,5 ponto porcentual.
A pesquisa CNT/MDA, também divulgada pela manhã, aponta Lula com 41,8% das intenções e votos e o Flávio com 28,2% no primeiro turno. No levantamento anterior, de abril, o presidente obteve 39,2% e o senador atingia 30,2%. A vantagem saiu de 9 pontos para 13,6 pontos porcentuais.
Altas e quedas do Ibovespa
Petrobras(PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, puxou o desempenho do Ibovespa para o negativo pelo segundo dia consecutivo, na esteira do desempenho do preços do petróleo.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto fechou o dia com baixa de 5,06%, a US$ 78,96 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Essa foi a primeira vez que o Brent encerra o pregão abaixo de US$ 80 o barril desde março.
PETR3 terminou o dia com baixa de 0,96% (R$ 43,32) e PETR4 registrou perda de 1,33% (R$ 38,54).
As perdas do índice, porém, foram limitadas por outros ‘pesos-pesados’. O setor de bancos fechou próximo da estabilidade: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com baixa de 0,08%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve alta de 0,12% (R$ 40,45).
Já Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 0,85%, a 762 yuans (US$ 112,77) a tonelada. VALE3 subiu 0,34% (R$ 81,44).
Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta positiva do IBOV foi liderada MRV (MRVE3) com alta de 2,32% (R$ 5,30) e a ponta negativa foi encabeçada por Braskem(BRKM5) com baixa de 9,23% (R$ 8,46) após a Justiça Federal em Alagoas tornar a companhia ré por crimes ambientais relacionados ao afundamento do solo em Maceió.
Exterior
Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (16) em tom misto com os investidores reagindo a novas declarações sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã.
A expectativa para a primeira decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) sob o comando de Kevin Warsh também ficou no radar.
Durante o pregão, o Dow Jones superou os 52 mil pontos pela primeira vez, renovando os recordes intradia e de fechamento.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,64%, aos 52.001,64 pontos – no maior nível de fechamento nominal;
- S&P 500: -0,57%, aos 7.511,35 pontos;
- Nasdaq: -1,15%, aos 26.376,344 pontos.
Na Europa, os índices fecharam em alta com acordo no Oriente Médio. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 teve alta de 0,25%, aos 636,00 pontos.
Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única com decisão de política monetária no Japão. O Banco Central do país elevou a taxa de juros em 25 pontos-base, para 1%, o maior patamar em 31 anos.
O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,13% os 69.404,50 pontos, após renovar recorde intradia e superar os 70 mil pontos. Já índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 1,93%, aos 24.718,10 pontos.
