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InvestMercadosACS
23/09/2026
5 min

Ibovespa tenta 3ª alta com Petrobras; dólar segue exterior e avança

Bolsas dos EUA recuam com alta dos Treasuries, enquanto índices europeus viram para queda

Ibovespa tenta 3ª alta com Petrobras; dólar segue exterior e avança

O Ibovespa abriu o pregão em alta nesta quarta-feira, 23 de setembro, apoiado pelas ações da Petrobras, enquanto investidores acompanham a alta do petróleo, novos dados de atividade na Europa e indicadores no Brasil, mas tem oscilado na estabilidade. Por volta das 11h22 (horário de Brasília), o principal índice acionário da B3 avançava ligeiramente 0,08%, aos 187.568 pontos. O dólar comercial, por sua vez, subia 0,91%, a R$ 5,149.

Entre os papéis de maior peso do índice, a Petrobras ampliou os ganhos em meio à valorização do petróleo no exterior. As ações ordinárias (PETR3) subiam 3,44%, enquanto as preferenciais (PETR4) avançavam 3,35%. Na direção oposta, a Vale (VALE3) recuava 0,88%, limitando a alta do Ibovespa.

Entre os bancos o desempenho é misto com Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) avançando 0,81% e 0,44% respectivamente. Por outro lado, as ações de Banco do Brasil (BBAS3) e BTG (BPAC11) que abriram o dia em alta, recuavam 0,57% e 0,25%, assim como Santander (SANB11), que amplia a queda da véspera ao cair 0,44% nesta quarta.

Entre as maiores altas do pregão, Magazine Luiza (MGLU3) disparava 5,76%, seguida por Vamos (VAMO3), com avanço de 3,80%, e Cosan (CSAN3), que subia 3,74%. Na ponta negativa, CSN (CSNA3) recuava 2,55%, Klabin (KLBN11) caía 2,33% e CSN Mineração (CMIN3) perdia 1,90%.

No cenário doméstico, o mercado repercute a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da terceira quadrissemana de setembro. O indicador subiu 0,52% no período e, em 12 meses, a inflação medida pelo índice acumula avanço de 3,80%, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

No exterior, os investidores acompanham uma bateria de indicadores de atividade na Europa. Os dados mostraram aceleração na zona do euro, mas não foram suficientes para sustentar as bolsas do continente no campo positivo ao longo da sessão.

Já o dólar frente ao real "reflete a força global da moeda americana", de acordo com Márcio Riauba, head da mesa de operações da StoneX Banco de Câmbio. "Isso pode ser ratificado pela magnitude do dollar index, subindo 0,28% e pela alta dos rendimentos dos Treasuries", afirmou.

Petróleo sobe com negociações entre EUA e Irã no radar

Os preços do petróleo avançam nesta quarta-feira enquanto investidores avaliam os sinais mais recentes das negociações entre Estados Unidos e Irã e o risco de uma nova escalada do conflito no Oriente Médio.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI, referência americana de preços), subia 0,74%, a US$ 91,19 por barril, enquanto o parâmetro global Brent avançava 1,26%, a US$ 100,50.

O mercado acompanha as declarações do presidente americano, Donald Trump, que afirmou na terça-feira, 22, que autoridades dos Estados Unidos tiveram uma reunião de cerca de três horas com representantes iranianos e classificou o encontro como "muito bom."

Ao mesmo tempo, as incertezas permanecem elevadas depois de Trump afirmar que ainda precisa tomar uma decisão sobre um acordo com Teerã ou uma nova escalada militar.

A possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz também está no radar. Segundo a Reuters, o Irã poderia reabrir a rota em até uma semana caso os Estados Unidos reduzam a pressão militar e retirem o bloqueio aos portos iranianos.

Bolsas dos EUA caem com alta dos Treasuries

As bolsas de Nova York abriram em queda, em meio à alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e à renovação das incertezas em torno do conflito entre Estados Unidos e Irã.

O S&P 500 recuava cerca de 0,2%, pressionado pelas ações de consumo discricionário. O Nasdaq Composite caía 0,3%, enquanto o Dow Jones perdia, aproximadamente, 0,2%.

Os juros dos Treasuries avançavam e aumentavam a pressão sobre os ativos de risco. O rendimento do título de dez anos subia mais de 2 pontos-base, para 4,992%, enquanto a taxa do papel de 30 anos avançava para 5,321%.

O movimento ocorre depois de uma sessão em que o Nasdaq renovou sua máxima histórica intradiária e fechou em nível recorde, enquanto o S&P 500 terminou praticamente estável.

O mercado americano também acompanha as discussões sobre os preços dos combustíveis. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo avalia a viabilidade de restringir parcial ou totalmente as exportações de diesel diante da forte alta dos preços no mercado doméstico.

Bolsas da Europa viram para queda hoje

As bolsas europeias, que chegaram a abrir em alta, passaram a operar no campo negativo hoje. O Stoxx 600 recuava 0,31%, enquanto o DAX, de Frankfurt, caía 0,53%. O CAC 40, de Paris, perdia 0,32%, e o FTSE MIB, de Milão, cedia 0,15%. Em Londres, o FTSE 100 operava praticamente estável, com baixa de 0,02%.

O movimento ocorre apesar de indicadores mostrarem uma melhora da atividade econômica na região.

Na zona do euro, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), indicador que mede o nível de atividade das empresas, subiu de 52,0 em agosto para 53,1 em setembro, maior nível em 41 meses e terceiro mês consecutivo de expansão.

Na Alemanha, o PMI Composto avançou de 51,8 para 53,8, atingindo o maior patamar em 11 meses, com recuperação dos serviços e continuidade da expansão industrial. A França também voltou ao território de crescimento. O PMI Composto saltou de 48,5 para 51,2, maior leitura em 25 meses.

Bolsas da Ásia fecham sem direção única

Os mercados asiáticos encerraram o pregão sem uma direção única. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,9%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, teve leve alta de 0,09%.

Na China, o movimento foi negativo. O CSI 300 caiu 0,6%, enquanto o Shanghai Composite recuou 0,39%. Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,01%. Os mercados do Japão permaneceram fechados por feriado.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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