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Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
24/07/2026
4 min

Ibovespa volta a cair com pressão de Vale, Petrobras e bancos

Ibovespa volta a cair com pressão de Vale, Petrobras e bancos

O Ibovespa amplia as perdas iniciadas na véspera e recua no pregão sexta-feira, 24, refletindo a piora do humor nos mercados globais após a liquidação de ativos em Wall Street e a cautela dos investidores diante da escalada da guerra no Irã. No cenário doméstico, o mercado também acompanha a imposição de novas tarifas dos Estados Unidos, que impuseram na noite desta quinta, 23, uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos nacionais. A queda do petróleo também pesa sobre as ações das petroleiras.

Por volta das 11h, o principal índice acionário da B3 recuava 0,96%, aos 175.076 pontos, com 60 das 78 ações que compõem a referência acionária em queda.

Entre os papéis de maior peso do índice, a Vale (VALE3) caía 0,79%, enquanto a Petrobras também perdia 0,90% nas ações ordinárias (PETR3) e de 0,51% nas preferenciais (PETR4). No setor financeiro, todos os grandes bancos estendiam as perdas em bloco, estendendo as perdas da véspera.

Entre as maiores baixas do Ibovespa, destaque para ISA Energia (ISAE4), que tombava 5,26%, seguida por Caixa Seguridade (CXSE3), com queda de 5,04%, Hapvida (HAPV3), que recuava quase 3%, seguido por Marfrig (MBRF3) com queda de 2,57%.

Já o dólar comercial operava próximo da estabilidade, mas com viés de queda, caindo 0,14% frente ao real, cotado a R$ 5,077.

No cenário doméstico, os investidores acompanham os efeitos da nova tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros, que entrou em vigor hoje. A medida substitui a alíquota de 10% implementada em fevereiro e faz parte de um pacote mais amplo que atinge 60 economias sob a justificativa de que suas exportações se beneficiariam de trabalho forçado.

A estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, vê que o mercado segue refletindo o movimento de venda observado no exterior no pregão anterior.

No exterior, o mercado também repercute a decisão do banco central da Rússia de reduzir sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, conforme esperado. Apesar do corte, a autoridade monetária indicou que pretende manter uma postura dependente da evolução da inflação e sinalizou juros elevados no curto prazo.

Petróleo cai após bater a marca de US$ 100

Os preços do petróleo recuavam forte, em um movimento de realização de lucros após a forte escalada registrada ao longo de julho e na sessão passada, quando o tipo Brent voltou a superar o valor de US$ 100. O barril, hoje, caía 3,19%, para US$ 97,51, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência de preços nos EUA, recuava 2,51%, negociado a US$ 89,88.

Apesar da queda do dia, a commodity caminha para encerrar a semana com alta próxima de 10%, sustentada pelos ataques envolvendo Washington e Teerã.

O mercado segue monitorando os ataques no Mar Vermelho, as operações militares estadunidenses contra alvos iranianos e as declarações do presidente Donald Trump, que afirmou estar avaliando um "ataque massivo" contra o Irã caso o conflito continue se intensificando.

Wall Street ensaia recuperação

Os principais índices de Nova York abriram sem direção única, após a forte queda registrada no pregão anterior, quando o avanço do petróleo e os elevados investimentos em inteligência artificial (IA) anunciados pela Alphabet e pela Tesla provocaram uma perda de cerca de R$ 4,5 trilhões em valor de mercado das chamadas "Sete Magníficas".

O Dow Jones avançava 0,19%, aos 51.808 pontos, enquanto o S&P 500 estava estável com ligeira queda de 0,04%, aos 7.405 pontos. Na contramão, o Nasdaq recuava 0,52%, aos 25.006 pontos. O mercado acompanha, ainda, a recuperação das ações da Intel após a companhia divulgar resultados acima das expectativas.

Europa avança com melhora da atividade econômica

As bolsas europeias operavam em alta, impulsionadas por dados melhores que o esperado da atividade econômica da Zona do Euro. O índice composto de gerentes de compras (PMI) da S&P Global subiu para 51,9 em julho, o maior nível em cinco meses, indicando retomada da expansão da atividade após quatro meses de estagnação.

O Stoxx 600 avançava 0,48%, enquanto o DAX, da Alemanha, subia 0,65%. O FTSE 100, de Londres, ganhava 0,38%, o CAC 40, da França, avançava 0,35%, e o FTSE MIB, da Itália, registrava alta de 0,64%.

Ásia fecha em forte queda

As bolsas asiáticas encerraram o pregão em baixa, pressionadas pela piora do sentimento dos investidores diante da escalada das hostilidades no Oriente Médio e da alta acumulada dos preços do petróleo nas últimas semanas.

O principal destaque negativo foi o índice Kospi, da Coreia do Sul, que despencou mais de 5,7%. No Japão, o Nikkei 225 caiu 2,7%, enquanto o S&P/ASX 200, da Austrália, recuou 0,75%, refletindo a busca global por ativos considerados mais seguros.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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