Ibovespa volta aos 174 mil pontos com 5 altas seguidas; Braskem cai mais 13%
Varejistas e construtoras, sensíveis a juros, foram as maiores altas do dia; dólar recuou para R$ 5,14

O Ibovespa fechou em alta de 1,55%, aos 174.576 pontos, na quinta sessão seguida de ganhos. As maiores altas foram MGLU3 (+8,89%), ASAI3 (+8,18%), CURY3 (+7,49%), RADL3 (+6,93%) e CEAB3 (+6,67%). Entre as maiores baixas ficaram EMBJ3 (-1,89%), YDUQ3 (-1,69%), CSNA3 (-1,55%) e CMIN3 (-1,51%).
A Petrobras caiu mais de 2% no pregão, acompanhando o recuo do petróleo no exterior. Ainda assim, mesmo como a segunda ação de maior peso do índice, o desempenho da estatal não impediu a valorização da bolsa, sustentada por papéis de varejo, construtoras e incorporadoras.
Fora do índice a partir de hoje, a Braskem (BRKM5) deixou de integrar o Ibovespa e uma série de outras carteiras da B3, entre elas o IBrX, o IBrX-50, o Small Caps e indicadores como IGCX, IGCT, IMAT, INDX, ISEE e ITAG. A B3 informou que a exclusão decorre da classificação da companhia sob o título de "Recuperação Extrajudicial", com o ajuste feito pelo preço de fechamento das ações após o pregão de 25 de agosto. BRKM5 voltou a cair forte hoje, perdendo mais de 13%.
A participação que a Braskem ocupava nas carteiras será redistribuída proporcionalmente entre os demais componentes, por meio de ajustes nos redutores da metodologia da B3. A empresa busca reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em dívidas.
O dólar fechou em queda de 0,25%, a R$ 5,13.
Índices americanos fecharam no azul
Em Nova York, os índices avançaram. O Dow Jones subiu 0,3%, aos 53.577,40 pontos, o S&P 500 ganhou 0,32%, aos 7.677,28 pontos, e o Nasdaq avançou 0,66%, aos 26.151,30 pontos, no terceiro pregão seguido de ganhos do Dow.
O movimento veio com recuo dos juros dos Treasuries pelo segundo dia e um rali das ações de semicondutores, na véspera do balanço da Nvidia. Do lado negativo, papéis de varejo pesaram, com a Dick's Sporting Goods desabando 30% após resultados decepcionantes.
Bolsas europeias fecham em alta, com exceção de Paris
As bolsas europeias encerraram esta terça-feira (25) em alta, com exceção do índice CAC 40, de Paris. O alívio nos preços do petróleo e das taxas dos títulos soberanos deu suporte ao desempenho positivo nos mercados acionários europeus, junto aos ganhos de empresas de tecnologia e de defesa do continente.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou em alta de 0,35%, aos 656,48 pontos, o DAX, de Frankfurt, avançou 0,61%, a 26.266,14, e o FTSE 100, de Londres, ganhou 0,29%, a 10.886,16. Na contramão de seus pares, o CAC 40, de Paris, perdeu 0,16%, a 8.439,20 pontos.
Os setores de defesa (+0,95%) e tecnologia (+0,21%) se destacaram na sessão, enquanto o segmento de luxo (-1,24%) teve uma das piores atuações, pressionando a bolsa de Paris. Entre as ações individuais, a ASML avançou 0,75%, em linha com os pares internacionais, após o ajuste de posições registrado na véspera no segmento de tecnologia.
O forte alívio nos preços do petróleo também contribuiu para o avanço das bolsas e gerou uma descompressão nas taxas dos títulos soberanos do continente. A referência global, o Brent, operava abaixo da faixa de US$ 87 por barril, apesar das sanções econômicas dos Estados Unidos ao Irã, com queda de mais de 6%.
Também foram divulgados, hoje, dados de sentimento positivos no continente. O índice Ifo de confiança empresarial apresentou melhora significativa em agosto na Alemanha, junto com uma aceleração no Produto Interno Bruto (PIB) do país no 2º trimestre.
