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Sacre Investimentos
InvestMercados
07/07/2026
4 min

IGP-DI, balança comercial dos EUA e audiência sobre tarifas: o que move os mercados

IGP-DI, balança comercial dos EUA e audiência sobre tarifas: o que move os mercados

Os investidores iniciam esta terça-feira, 7, com uma agenda econômica carregada, dividindo as atenções entre indicadores de inflação, atividade econômica e leilões de títulos públicos no Brasil e nos Estados Unidos. O dia também traz uma agenda política movimentada, com discussões sobre comércio exterior, agronegócio, frete e minerais críticos, temas que podem influenciar a percepção de risco dos investidores.

A sessão ocorre após um pregão de realização de lucros na bolsa brasileira. Na segunda-feira, 6, o Ibovespa caiu 0,93%, aos 172.447 pontos, devolvendo parte dos ganhos acumulados nas duas sessões anteriores, enquanto o dólar contrariou o movimento do exterior e fechou em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,132.

O mercado também seguiu monitorando a investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR)sobre uma possível tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, tema que permanece no radar nesta terça.

A expectativa agora é entender se o movimento de queda da bolsa foi apenas uma realização de lucros ou o início de uma postura mais cautelosa diante do atual contexto.

O que acompanhar

No cenário doméstico, o principal indicador do dia é o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de junho, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) às 8h. O índice é acompanhado de perto pelo mercado por servir como um termômetro da inflação tanto no atacado quanto no varejo.

Ainda pela manhã, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulga os números de produção e vendas de veículos de junho, oferecendo uma leitura sobre odesempenho da indústria automobilística, um dos principais segmentos da atividade industrial brasileira.

Também entra no radar o tradicional leilão de títulos públicos do Tesouro Nacional, previsto para as 11h30. Serão ofertadas Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) e Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-Bs), operação acompanhada pelos investidores para avaliar a demanda pelos papéis da dívida pública e o comportamento das taxas de juros.

Agenda política também entra no radar

Além dos indicadores econômicos, os investidores acompanham uma série de compromissos políticos ao longo do dia. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa pela manhã de uma reunião com parlamentares e integrantes da equipe econômica no Ministério da Fazenda.

Também permanece em evidência a investigação aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre o Brasil. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participa de audiência pública relacionada ao processo, acompanhado de perto pelo mercado devido ao risco de impactos sobre as relações comerciais entre os dois países.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta se reúne com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para discutir a renegociação das dívidas rurais e o projeto relacionado aos combustíveis.

No Senado, a expectativa é pela votação da Medida Provisória nº 1.343/26, que trata da tabela do frete mínimo. Também está prevista uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente para discutir o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, tema ligado ao avanço da indústria de transição energética.

Completa a agenda do dia a divulgação de uma pesquisa do Instituto Futura sobre o governo de São Paulo.

Agenda no exterior

No exterior, a agenda americana concentra boa parte das atenções. Às 9h30 (horário de Brasília), serão divulgados os dados da balança comercial dos Estados Unidos referentes a maio, indicador importante para medir o ritmo das exportações e importações da maior economia do mundo.

Na sequência, às 12h, o Federal Reserve (Fed) de Nova York publica a pesquisa de expectativas de inflação do consumidor para julho. O levantamento é observado pelo mercado em busca de sinais sobre a percepção dos consumidores em relação à trajetória dos preços, depois da leitura de 3,5% registrada em junho.

Mais tarde, às 14h, o Tesouro americano realiza um leilão de títulos públicos de três anos (T-notes), teste importante para medir o apetite global por ativos considerados seguros e que pode influenciar os rendimentos dos Treasuries ao longo da sessão.

Na Europa, a madrugada já trouxe os números da produção industrial da Alemanha referentes a maio. Já no fim do dia, às 20h, a Colômbia divulga o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de junho, encerrando a agenda econômica latino-americana.

AutorClara Assunção
FonteExame
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