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Sacre Investimentos
Mercado ImobiliárioFII
01/07/2026
3 min

Imóveis de um dormitório têm maior valorização anual no Brasil

Imóveis de um dormitório têm maior valorização anual no Brasil

O mercado imobiliário brasileiro registrou alta de 0,45% nos preços médios de venda residencial em junho de 2026, segundo o Índice FipeZAP. O resultado representou uma leve aceleração em relação a maio (+0,42%) e ficou ligeiramente acima da prévia da inflação ao consumidor (IPCA-15, +0,41%).

Entre os tipos de imóveis, as unidades com quatro ou mais dormitórios apresentaram o maior aumento mensal, de 0,75%, enquanto imóveis de três dormitórios tiveram a menor variação, de apenas 0,25%.

O levantamento abrange 56 cidades, incluindo 22 capitais. Entre elas, Manaus (+2,06%), Vitória (+1,64%), Brasília (+1,25%), Aracaju (+1,14%) e Teresina (+1,08%) lideraram as altas mensais. Apenas Porto Alegre (-0,51%), Curitiba (-0,10%) e Fortaleza (-0,08%) registraram queda no mês.

No acumulado do primeiro semestre, o índice subiu 2,42%, abaixo da inflação acumulada de 3,62%, apontando uma redução do ganho real até o momento. No horizonte de 12 meses, a valorização foi mais expressiva: o FipeZAP avançou 5,59%, superando tanto o IPCA (4,90%) quanto o IGP-M (3,16%).

Imóveis de um dormitório lideraram a valorização anual (+7,30%), enquanto unidades com três dormitórios registraram alta de 4,31%. Salvador (12,42%), Fortaleza (10,79%) e Vitória (10,24%) destacaram-se entre as capitais mais valorizadas, seguidas por Natal, João Pessoa e Manaus.

O preço médio de venda residencial em junho de 2026 foi de R$ 9.853/m² no conjunto das 56 cidades. Entre os tipos de imóvel,unidades de um dormitório tiveram o maior valor médio (R$ 12.054/m²), enquanto apartamentos de dois dormitórios apresentaram o menor preço (R$ 8.850/m²). Nas capitais, Vitória liderou com R$ 15.210/m², seguida por Florianópolis (R$ 13.365/m²), São Paulo (R$ 12.055/m²), Curitiba (R$ 11.752/m²) e Rio de Janeiro (R$ 11.049/m²).

O estudo reforça a heterogeneidade do mercado, com diferenças significativas entre regiões e tipologias de imóveis. Mesmo com alta nominal na maioria das cidades, o ganho real no semestre ainda não acompanha o ritmo da inflação, refletindo um cenário de valorização moderada no curto prazo.

Ranking das maiores valorizações por capital nos últimos 12 meses:
  1. Salvador (BA): +12,42%
  2. Fortaleza (CE): +10,79%
  3. Vitória (ES): +10,24%
  4. Natal (RN): +9,44%
  5. João Pessoa (PB): +9,42%
  6. Manaus (AM): +9,37%
  7. Belém (PA): +9,01%
  8. Florianópolis (SC): +8,29%
  9. Maceió (AL): +8,24%
  10. Aracaju (SE): +8,10%
  11. São Luís (MA): +7,83%
  12. Teresina (PI): +7,57%
  13. Brasília (DF): +7,34%
  14. Goiânia (GO): +6,50%
  15. Recife (PE): +5,74%
  16. Cuiabá (MT): +4,83%
  17. Belo Horizonte (MG): +4,76%
  18. Rio de Janeiro (RJ): +4,37%
  19. Curitiba (PR): +4,33%
  20. Campo Grande (MS): +4,29%
  21. São Paulo (SP): +3,84%
  22. Porto Alegre (RS): +2,43%
Ranking das maiores valorizações por capital no acumulado do ano:
  1. Manaus (AM): +7,26%
  2. Vitória (ES): +7,14%
  3. Salvador (BA): +6,23%
  4. Aracaju (SE): +5,77%
  5. Teresina (PI): +5,08%
  6. Natal (RN): +5,03%
  7. Campo Grande (MS): +5,02%
  8. Florianópolis (SC): +4,75%
  9. Fortaleza (CE): +4,61%
  10. Brasília (DF): +4,26%
  11. Belém (PA): +4,17%
  12. João Pessoa (PB): +3,76%
  13. Maceió (AL): +3,46%
  14. Goiânia (GO): +3,18%
  15. Cuiabá (MT): +3,14%
  16. Recife (PE): +2,90%
  17. São Luís (MA): +2,52%
  18. Rio de Janeiro (RJ): +2,00%
  19. São Paulo (SP): +1,33%
  20. Belo Horizonte (MG): +0,29%
  21. Curitiba (PR): +0,24%
  22. Porto Alegre (RS), com recuo de 0,11%

AutorLetícia Furlan
FonteExame
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