Incêndio florestal mobiliza mais de 1.000 bombeiros em Portugal

Mais de 1.000 bombeiros seguem mobilizados neste sábado, 4, para conter um incêndio florestal que atinge o norte de Portugal desde quinta-feira, 2. Segundo as autoridades, o fogo já consumiu cerca de 10 mil hectares de vegetação e deixou pelo menos nove pessoas feridas, duas delas em estado grave.
A operação de combate às chamas conta com aproximadamente 380 veículos e oito aeronaves, entre aviões e helicópteros, informou a Autoridade Nacional de Proteção Civil.
Portugal pede ajuda internacional
Diante da dimensão do incêndio, o governo português acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para solicitar reforços internacionais e aeronaves adicionais especializadas no combate ao fogo.
Uma unidade militar da Espanha já participa da operação após atender ao pedido feito por Portugal.
O incêndio começou no município de Vouzela, no distrito de Viseu, e, segundo o balanço mais recente da Proteção Civil, divulgado na sexta-feira, já devastou uma extensa área de floresta.
Onda de calor agrava situação
Portugal enfrenta os primeiros grandes incêndios florestais do verão em meio a uma intensa onda de calor.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou 13 dos 18 distritos do país em alerta vermelho neste sábado devido ao tempo "muito quente e seco". As temperaturas podem chegar a 44°C.
O nível máximo de alerta deverá permanecer em vigor no domingo em sete regiões das áreas central e sul do país.
Histórico de incêndios
Os incêndios florestais são recorrentes durante o verão português, mas o país ainda carrega as marcas da tragédia de 2017, quando mais de 100 pessoas morreram em decorrência das chamas.
Especialistas apontam que a Península Ibérica está entre as regiões mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, que favorecem ondas de calor mais intensas e períodos prolongados de seca.
Em 2025, Portugal registrou o verão mais quente desde o início da série histórica, em 1931.
*Com informações da AFP
